Israel fecha fronteiras durante Páscoa judaica; governo anuncia novas construções
da Folha Online
Israel fechou nesta sexta-feira, por uma semana, as fronteiras com a Cisjordânia e Gaza para o feriado da Páscoa judaica. Israel freqüentemente impõe fechamentos aos territórios palestinos durante os feriados, que são considerados períodos sensíveis para a segurança.
O Exército de Israel informou, em um comunicado, que o fechamento das áreas terá efeito até o fim do feriado, no dia 26 de abril. Com isso, os palestinos são proibidos de entrar em Israel, exceto para casos humanitários como médicos e advogados, informou o comunicado.
"O Exército considera o feriado como um período altamente sensível para a segurança", dizia o texto. Seis anos atrás, um palestino suicida matou 30 pessoas no dia anterior à Páscoa judaica na cidade litorânea de Netanya.
Apesar do fechamento de Gaza e da Cisjordânia, as Forças de Defesa de Israel prometeram continuar transferindo mercadorias vitais.
As medidas de segurança são de particular importância durante as conversas de paz iniciadas no ano passado com o objetivo de conseguir um acordo final entre os dois lados até o fim de 2008.
Assentamentos
Também nesta sexta-feira, o Ministério da Habitação israelense publicou um anúncio no jornal "Haaretz" sobre a construção de cem novas casas nos assentamentos de Ariel e Elkana, na Cisjordânia.
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Os palestinos reagiram, já que eles querem incluir a Cisjordânia em um futuro Estado. "Nós acreditamos que isso mina nossos esforços de fazer 2008 o ano da paz", disse Saeb Erekat, um negociador palestino.
"A edificação de 52 unidades de moradia em Elkana tem como objetivo substituir casas velhas que foram construídas no início do assentamento, e as 48 de Ariel foram aprovadas há meses e serão construídas em um bairro que já existe", afirmou o ministro da Habitação, Ze'ev Boim, segundo a versão digital do diário "Yediot Aharanot".
A organização pacifista israelense Peace Now assegurou que com esta medida "Israel está destruindo a oportunidade de alcançar um acordo com os palestinos e está transformando a cúpula de paz de Annapolis em uma piada irrelevante".
Boim contestou as acusações afirmando que "o governo atual nunca prometeu parar de construir dentro dos (três grandes) blocos" de assentamentos.
O plano de paz do quarteto [EUA, Rússia, União Européia e ONU], de 2003, que guia as atuais conversas de paz entre israelenses e palestinos lançadas em Annapolis em novembro, obriga Israel a interromper a expansão de assentamentos, o que o Executivo de Ehud Olmert descumpriu com a aprovação de várias ampliações nos últimos meses.
Ataques
Nesta sexta-feira, as tropas israelenses mataram um líder palestino durante uma incursão na cidade de Nablus, disse o grupo Brigadas dos Mártires da Al Aqsa. Outro integrante do Jihad islâmico (grupo extremista palestino)ficou seriamente ferido, informaram fontes médicas.
O Exército de Israel confirmou que um militante procurado foi morto em uma operação em Nablus, dizendo que ele atirou contra as tropas do telhado de uma construção quando eles cercaram uma casa para prendê-lo.
O homem morto era Hani al Kabi, um líder da Al Aqsa no campo de refugiados de Balata que havia fugido de uma prisão palestina com outros militantes três meses atrás.
"Vários veículos militares entraram no campo de refugiados de Balata e cercaram a casa na qual dois homens se escondiam. Eles subiram ao telhado e começaram a atacar os soldados, que responderam ao fogo", afirmou um porta-voz do Exército cujo nome não foi divulgado.
com Associated Press e Efe
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