Mundo
18/04/2008 - 10h43

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

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Colaboração para a Folha Online

Depois do tenso debate desta quarta-feira, os pré-candidatos democratas à Casa Branca, Barack Obama e Hillary Clinton, voltam para a campanha pelas primárias. A apenas cinco dias da votação na Pensilvânia e com a disputa ainda muito acirrada, a atenção volta aos superdelegados.

Este grupo de cerca de 800 líderes do Partido Democrata e políticos eleitos deve definir quem enfrentará o provável candidato republicano John McCain. Segundo o jornal norte-americano "USA Today", os superdelegados não têm pressa de definir seu apoio.

Já o "New York Times" traz uma reportagem repercutindo o pedido do presidente do Comitê Nacional Democrata, Howard Dean para que os superdelegados apressem a decisão e terminem logo com a disputa entre Hillary e Obama.

Dean pediu que os políticos não desperdicem os três meses entre a última primária, em 3 de junho e a Convenção Nacional Democrata, em 25 de agosto, data em que a nomeação será definida oficialmente.

Veja a repercussão da corrida dos pré-candidatos à Presidência dos EUA nos jornais do país:

"USA Today"(EUA)
Alguns superdelegados estão apostando seu tempo

Reprodução
USA Today
USA Today

Os vizinhos de Debra Kozikowski's em Chicopee, Massachusetts votaram nas primárias democratas há dois meses, mas ela ainda é bombardeada com cartas e e-mails implorando para que ela escolha entre Hillary Clinton ou Barack Obama.

Ela não tem pressa de decidir.

Como vice-presidente do Partido Democrata de Massachusetts, Debra é uma superdelegada --uma dos cerca de 800 líderes partidários e políticos eleitos que decidem a nomeação democrata.

"Até que a América tome sua decisão, eu vou esperar para tomar a minha", disse. "Eu não quero que os eleitores sintam como se os superdelegados estão ignorando-os e tomando a decisão por eles".

As primárias da Pensilvânia são na terça-feira, mas dúzias de superdelegados ainda não comprometidos contaram ao "USA Today" e a Gannett News Service que eles sentem pouca pressão para resolver a batalha da nomeação antes das primárias de 3 de junho.

Poucos dizem que a prolongada disputa pode prejudicar as chances do Partido Democrata nas eleições de novembro.

"The Washington Post"(EUA)
A visão do público sobre a economia piora rapidamente

Reprodução
Washington Post
Washington Post

A visão do público sobre a economia nacional continua a cair, com as opiniões deteriorando mais rápido do que em qualquer ponto das pesquisas realizadas pelo "Washington Post"-ABC News. A visão sobre o Iraque também ficou mais negativa, com seis em cada dez eleitores rejeitando a noção de que os Estados Unidos precisam ganhar lá para efetivamente combater o terrorismo.

A economia e o Iraque são os dois principais assuntos na mente dos eleitores, de acordo com a nova pesquisa "Post"-ABC e a piora na visão sobre ambos pode prejudicar as chances do Partido Republicano nas eleições de novembro.

Nove em dez norte-americanos dão uma visão negativa da economia, com uma maioria dizendo que está em "má" forma, a maior porcentagem nos últimos 15 anos.

A porcentagem daqueles que mantêm uma visão negativa da economia subiu 33 pontos no último ano e a porcentagem daqueles que classificam a economia como "pobre" aumentou 13 pontos nos últimos dois meses. Esse é o declínio mais rápido desde que o "Post" e a ABC começaram a pesquisar o tema, em 1985.

"The Wall Street Journal"(EUA)
Objetivo de Hillary: ganhar bem na Pensilvânia

Reprodução
Wall Street Journal
Wall Street Journal

Com a senadora Hillary Clinton mantendo sua vantagem nas primárias democratas da Pensilvânia, na próxima terça-feira, o foco da campanha volta-se à margem. Qualquer coisa menos que uma vitória de dois dígitos poderia solidificar a percepção de que o senador Barack Obama é o inevitável nomeado democrata, levando uma série de superdelegados para seu lado.

Mas mesmo se a senadora Hillary ganhar, ela continua atrás no número de delegados, e então seu objetivo será mudar a dinâmica da corrida, levantando dúvidas sobre a habilidade de Obama de carregar Estados como a Pensilvânia para as eleições de novembro e aumentando suas chances de replicar a vitória na Indiana, em 6 de maio.

Mais importante, uma vitória garantida de Hillary poderia enviar a mensagem aos superdelegados --ou pelo menos persuadi-los a permanecerem neutros por mais tempo-- se a diferença entre ela e Obama mantiver-se em maio.

O prospecto de que a senadora Hillary ganhará somente por uma margem pequena parece crescer. Ela tem visto sua vantagem de 10 pontos cair neste últimos mês para uma margem ínfima de 1 ponto. Uma pesquisa Zogby de intenção de voto conduzida esta semana mostrou que Hillary está afrente com 45% contra 44% de Obama. Outras pesquisas dão a ela uma margem maior.

"The New York Times"(EUA)
Dean pede que os superdelegados se comprometam com um dos candidatos

Reprodução
New york Times
New york Times

Howard Dean, presidente do Comitê Democrata Nacional, enviou uma mensagem aos superdelegados indecisos pela rede de televisão CNN, na quinta-feira: tomem uma decisão --o mais rápido possível.

"Eu preciso que eles digam em quem votarão, a partir de agora", disse Dean ao âncora da CNN, Wolf Blitzer.

O partido "não pode desistir de três meses de campanha", disse Dean, referindo-se aos meses de verão entre a última primária em 3 de junho e a convenção nacional democrata, em 25 de agosto.

Dean estima o número de superdelegados ainda indecisos em 320, ou cerca de 35% do número total. Ele não quer que nenhum deles estabeleçam sua posição depois das últimas primárias em Montana e Novo México.

"Nós precisamos saber quem nosso nomeado é e não há razão para não saber depois da última primária de junho", disse.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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