Superdelegadas são criticadas por apoiar Obama em vez de Hillary
da Associated Press, em Washington
Algumas superdelegadas democratas estão sendo criticadas por ter escolhido apoiar o pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama, em vez da sua rival, Hillary Clinton.
Eleitoras e organizações políticas feministas esperam que as mulheres apóiem Hillary, que se eleita será a primeira mulher a assumir o cargo, assim como esperam que os negros apóiem Obama, que pode ser o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.
Esse é o caso da senadora democrata Amy Klobuchar, que não foi diretamente criticada, mas ouviu indiretas de muitos eleitores e colegas desapontados por sua escolha de apoiar Obama na corrida pela nomeação.
| 16.abr.08Carolyn Kaster/AP |
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| Eleitoras de Barack Obama marcham diante do local onde os candidatos debateram |
A principal razão ouvida por Amy destas pessoas insatisfeitas é que, se Hillary não ganhar a eleição presidencial deste ano, nenhuma mulher chegará ao cargo nos próximos anos.
Amy diz que entende a preocupação. Sua mãe, 80, é uma destas pessoas que vêem em Hillary a única oportunidade de ver uma mulher como presidente de seu país.
Já sua filha, de apenas 12 anos, como muitos jovens norte-americanos, prefere Obama.
"Algumas pessoas me ligaram e disseram: "Por favor, não faça isso. Nós não achamos que é uma boa idéia para você"", lembra Amy. "Ninguém chegou a gritar comigo", diz.
Na disputada corrida democrata deste ano, os superdelegados ganharam um papel essencial na determinação de quem enfrentará o provável candidato republicano John McCain. Nem Obama, nem Hillary têm os 2.025 delegados necessários para conquistar a nomeação sem os superdelegados, e o cenário não deve mudar com apenas 11 primárias pela frente.
Amy é uma das superdelegadas que apóiam Obama e diz que sua "lealdade" foi questionada, não tanto por apoiar Obama, mas por rejeitar Hillary.
"Não há dúvidas de que alguns de nosso membros estão muito bravos", disse Ellen Malcolm, presidente e fundadora da "Emily's List", um comitê de ação política que apóia financeiramente candidatas que favorecem o aborto.
"Elas sentem que elegeram as mulheres e foram lutar pelas mulheres e agora querem que toda mulher solteira lute pela candidata mulher", diz Ellen.
Questionada se Amy e a senadora Claire McCaskill, outra superdelegada que apóia Obama, estão arriscando seus lugares no Senado por causa do endosso, Ellen respondeu: "Nós teremos que esperar para ver".
O assunto é tão delicado que muitos superdelegados preferiram manter-se neutros até que as primárias acabem e um vencedor seja definido.
Indecisos
A senadora Carolyn Kilpatrick, uma mulher negra, mantém-se neutra. Em comunicado, ela defendeu sua posição dizendo que é presidente do Caucus Congressional Negro e não queria tender para nenhum dos lados antes da hora.
Por trás desta situação está a realidade de que os Estados Unidos têmum cenário político dominado por homens brancos desde que o país foi fundado, há dois séculos.
E a decisão não é fácil. Cada candidato apresenta pontos fortes e maior apelo entre grupos específicos, mas a mesma visão política nas principais questões eleitorais. E na falta de grandes diferenças políticas, a lealdade em relação à raça e ao gênero tornam-se fator fundamental nas decisões políticas internas ao Partido Democrata.
A Emily's List passou os últimos 25 anos trabalhando para eleger mulheres no Senado e na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) que favorecem o direito ao aborto --que é legal nos EUA, mas com muitas restrições.
A maioria das superdelegadas da Casa dos Representantes apoiaram Hillary. No Senado, seis das mulheres endossaram Hillary, duas apoiaram Obama e duas ainda não se definiram. "É como a história do homem que morde o cachorro quando as senadoras ou congressistas apóiam o senador Obama", diz Ellen, referindo-se a atenção dada pela mídia aos fatos fora do esperado.
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Especial




Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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