Mundo
18/04/2008 - 15h15

Hillary diz que debate foi parte da pressão que Obama enfrentará

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Colaboração para a Folha Online

A pré-candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton disse, em evento de campanha nesta sexta-feira, que a pressão enfrentada por seu rival democrata, Barack Obama, no debate não é nada se comparada às pressões encaradas pelo presidente dos Estados Unidos.

"Eu estou com Harry Truman [ex-presidente dos EUA entre 1945 a 1953] nisso. Se você não pode agüentar o calor, saia da cozinha", falou Hillary a seus eleitores durante sua campanha na Pensilvânia, referindo-se a uma citação famosa de Truman.

"Falando por mim mesma, eu estou muito confortável na cozinha", disparou.

Obama reclamou das questões lançadas a ele durante o debate nesta quarta-feira, na Filadélfia.

Especialistas e jornalistas apontam que Obama foi o perdedor do debate, mas também quem mais sofreu com as perguntas dos moderadores. Alguns eleitores e assessores de Obama criticam que os moderadores favoreceram Hillary, pressionando Obama por todas as suas polêmicas de campanha.

Mas não faz muito tempo que Hillary era quem estava na frente da corrida e reclamando sobre o tratamento dado a ela nos debates democratas. Depois de um debate no meio do ano passado, sua equipe de campanha compilou uma série de clipes em que ela era atacada e intitulou o vídeo de "Política do Empilhamento".

No final de fevereiro deste ano, Hillary reclamou que ela sempre era a primeira a responder as perguntas, o que impede que rebata críticas dos outros candidatos.

"Sua óbvia hipocrisia é impressionante", respondeu o porta-voz de Obama, Bill Burton.

Debate

O debate desta quarta-feira à noite foi o mais assistido deste ciclo de primárias das eleições presidenciais e gerou algumas críticas negativas a rede de televisão norte-americana ABC, que organizou o evento.

Os assessores de Obama fizeram as objeções mais enfáticas e enviaram um apelo de arrecadação de verba baseado nos resultados do debate.

Obama disse nesta quinta-feira que os moderadores "gostam de esmiuçar a controvérsia e brincar de jogos de pegar", fazendo com que os candidatos se ataquem.

Hillary disse nesta sexta-feira que receber perguntas difíceis é parte do que acontece em um debate e em uma campanha política. "Como estive por oito anos na Casa Branca e vi o que acontece em termos de pressão e stress em um presidente, isso não foi nada", disparou.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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