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18/04/2008 - 21h13

Pré-candidatos aumentam patrimônio durante campanha

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Colaboração para a Folha Online

Apesar de não receberem salário para serem pré-candidatos à Presidência dos EUA, Barack Obama, Hillary Clinton e John McCain multiplicaram sua riqueza durante a campanha, segundo suas declarações de renda.

O provável candidato republicano, McCain, que foi o último a tornar públicas suas contas, revelou nesta sexta-feira que ganhou US$ 405 mil (R$ 676 mil) em 2007, incluindo seu salário como senador, aposentadorias e ganhos com direitos autorais.

AP
Pré-candidatos à Casa Branca, John McCain (à esq.), Barack Obama e Hillary Clinton
Pré-candidatos à Casa Branca, John McCain (à esq.), Barack Obama e Hillary Clinton

O senador democrata Obama e sua mulher, Michelle, embolsaram US$ 4,2 milhões (R$ 7 milhões) em 2007, mas foram superados pelo casal Clinton, que ganhou US$ 20,4 milhões (R$ 34 milhões). No valor arrecadado por Obama e Hillary também estão incluídos os salários do Senado.

Porém, o patrimônio do casal McCain é ainda maior. Cindy McCain é presidente da Hensley and Company, uma empresa familiar de distribuição de cerveja calculada em US$ 100 milhões (R$ 167 milhões).

A situação financeira de McCain é similar à de John Kerry, ex-candidato democrata à Presidência na corrida de 2004. Kerry, também senador, é casado com Teresa Heinz Kerry, herdeira de outra fortuna familiar, de cerca de US$ 500 milhões (R$ 835 milhões).

A senhora Heinz Kerry revelou sua renda três semanas antes das eleições da época. Cindy McCain, por enquanto, não vai tomar a mesma atitude "para proteger a privacidade de seus filhos", segundo dirigentes da campanha de McCain.

Corrida milionária

Dedicar esforços às campanhas pelas candidaturas enriqueceu o patrimônio dos três senadores. Para Obama, a atenção dos meios de imprensa aumentou as vendas dos dois livros do senador, que geraram um lucro de US$ 4 milhões (R$ 6,7 milhões) em 2007.

O casal Clinton também se beneficiou da venda de livros. O ex-presidente Bill, por exemplo, ganhou US$ 4,4 milhões (R$ 7,3 milhões) nos últimos anos por sua autobiografia, "Minha vida".

A senadora Hillary, por sua vez, embolsou quase US$ 10,3 milhões (R$ 17,2 milhões) por seu próprio livro de memórias, "A história viva".

Além disso, quase a metade dos US$ 20,4 milhões (R$ 34 milhões), ganhos no ano passado foram honorários do ex-presidente por ter ministrado palestras.

Já o republicano McCain não conseguiu atingir os índices de arrecadação dos rivais democratas. Em 2007, sua renda sujeita a impostos, somou US$ 258,8 mil (R$ 432 mil), 20% mais que no ano anterior.

McCain ganhou US$ 176,5 mil (R$ 294,5 mil) com as vendas de seus cinco livros, mas o dinheiro foi doado a obras de caridade.

A divulgação das contas dos candidatos à Presidência não é obrigatória nos EUA, mas se tornou uma tradição no país, geralmente feita após a nomeação do candidato oficial dos partidos.

Com Associated Press e Efe

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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