Mundo
19/04/2008 - 11h14

Após debate, Hillary aumenta vantagem sobre Obama na Pensilvânia

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Colaboração para a Folha Online

Pesquisa divulgada neste sábado aponta que a pré-candidata democrata à Presidência dos EUA Hillary Clinton aumentou em cinco pontos percentuais sua vantagem nas primárias da Pensilvânia, que serão realizadas na próxima terça-feira.

Segundo a pesquisa realizada pelo instituto Zogby Internacional e Newsmax, Hillary conta com 47% das intenções de votos contra 42% do seu rival democrata, Barack Obama.

Esta foi a primeira pesquisa de opinião realizada desde o debate de quarta-feira (16), na Filadélfia. Segundo espectadores e jornalistas, Obama foi o mais prejudicado no encontro, bombardeado com as perguntas mais críticas e a lembrança de todas as polêmicas nas quais envolveu-se durante a campanha presidencial. Muitos dizem ainda que este foi o momento mais difícil do senador por Illinois.

Segundo o Zogby Internacional, Obama perdeu dois pontos percentuais desde a terça-feira (15), quando contava com 44% do apoio popular.

Entre os eleitores entrevistados, 11% mostraram-se indecisos ou apoiaram outros candidatos da lista. A pesquisa foi realizada entre quinta-feira (17) e sexta-feira (18).

Calor

Nesta sexta-feira, Hillary discursou em um colégio na Pensilvânia onde disparou indiretas sobre o desempenho de Obama no debate.

"Eu estou com Harry Truman [ex-presidente dos EUA entre 1945 a 1953] nisso. Se você não pode agüentar o calor, saia da cozinha", falou Hillary, referindo-se a uma citação famosa de Truman.

"Falando por mim mesma, eu estou muito confortável na cozinha", disparou.

A equipe de campanha de Obama reagiu rápido aos ataques de Hillary, que há pouco tempo era quem estava na frente da corrida e reclamando sobre o tratamento dado a ela nos debates democratas.

No final de fevereiro, Hillary reclamou que ela sempre era a primeira a responder as perguntas, o que impede que rebata críticas dos outros candidatos.

"Sua óbvia hipocrisia é impressionante", reagiu o porta-voz de Obama, Bill Burton.

Corrida

Hillary sempre foi tida como a candidata favorita na Pensilvânia, Estado com grande eleitorado de trabalhadores brancos da classe média, grupo que a favorece.

Matt Rourke/AP
Os pré-candidatos Hillary Clinton e Barack Obama durante debate na Filadélfia
Os pré-candidatos Hillary Clinton e Barack Obama durante debate na Filadélfia

Contudo, Obama lançou-se em uma intensa campanha nas principais cidades do Estado, adaptando seu discurso de retórica refinada às questões trabalhistas importantes para estes eleitores. A campanha garantiu a Obama uma diminuição significativa na margem de Hillary na Pensilvânia, que chegou a ser de mais de dez pontos percentuais.

O professor de História e Política Social da Universidade de Harvard, Alexander Kayssar, disse recentemente em entrevista à Folha Online que o resultado das primárias desta terça-feira pode ser determinante para a nomeação democrata.

Se Obama vencer no Estado que coloca em jogo 158 delegados, Hillary terá chances remotas de ser a indicada para enfrentar o candidato republicano John McCain.

"Se Obama vencer as primárias da Pensilvânia a corrida acaba, ele será o candidato democrata. Mas ainda não há um movimento claro entre os superdelegados. Há, sim, muita gente no Partido Democrata pensando que Hillary não pode mais vencer".

Obama conta com 1.644 delegados contra 1.498 de Hillary, segundo dados da rede de televisão CNN. São necessários 2.025 delegados para garantir a nomeação do Partido Democrata, número que parece improvável para os dois pré-candidatos.

Com Efe

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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