Mundo
19/04/2008 - 15h37

Obama conquista superdelegados amigos da família Clinton

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Colaboração para a Folha Online

A equipe de campanha do pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama anunciou nesta sexta-feira o endosso de mais dois superdelegados, os senadores Sam Nunn da Geórgia e David Boren de Oklahoma. Os dois farão parte da equipe de política de segurança nacional de Obama.

Nunn serviu 25 anos no Senado norte-americano e foi presidente do Comitê de Forças Armadas de 1987 a 1995. Ele disse que Obama é a "melhor escolha para liderar a nação".

"Eu acredito que ele trará altos princípios, uma visão clara e um bom julgamento à Casa Branca", acrescentou.

Já Boren serviu no Senado de 1979 a 1994 e é o político com mais tempo na Presidência do Comitê de Inteligência. Ele foi uma das primeiras escolhas do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, marido da pré-candidata democrata Hillary Clinton, para substituir Les Aspes na Secretaria de Defesa, durante seu mandato, em 1994.

Boren justificou sua escolha dizendo que Obama é uma pessoa de "bom julgamento".

Obama respondeu aos novos apoios políticos em um comunicado enviado à imprensa. Nele, o senador por Illinois diz que os dois "serão importantes fontes de conselhos para a campanha nos próximos meses".

Novos apoios

Na sexta-feira, Obama recebeu ainda o apoio público de Robert Reich, ex-secretário do Trabalho do governo de Bill Clinton.

"Minha consciência não me deixaria ficar em silêncio por mais tempo", escreveu Reich em seu blog, anunciando o endosso.

Sem citar diretamente o casal Clinton, Reich disse que atrasou a divulgação oficial de seu apoio em razão de um "grupo de velhas amizades". Disse ainda acreditar que Obama oferecia a melhor chance de criar um novo tipo de política e transcender velhas divisões.

Obama recebeu recentemente o apoio de outro ex-membro do gabinete de Clinton, o governador do Novo México Bill Richardson, secretário de Energia e Embaixador das Nações Unidas durante o governo do ex-presidente.

Vantagem

Nos últimos meses, Obama vem aumentando o número de superdelegados que o apóiam e diminuindo a vantagem de Hillary entre grupo.

Os superdelegados --cerca de 800 líderes partidários e políticos democratas eleitos-- não precisam seguir a escolha popular nas primárias e, nesta disputa acirrada entre os democratas, podem definir o candidato do partido para as eleições presidenciais de 4 de novembro.

Uma contagem realizada pela rede de televisão norte-americana MSNBC antes dos endossos desta sexta-feira indicava que Obama conseguiu 225 superdelegados contra 256 de Hillary. No início do ano, Hillary tinha uma margem de cem superdelegados sobre Obama.

"Obama ganhou mais delegados, ganhou mais votos, arrecadou mais dinheiro e agora você vê isso acontecer com os superdelegados também", afirmou Simon Rosenberg, líder do grupo de advogados democratas NDN.

Para Steven Schier, analista político da Carleton College, em Minnesota, os superdelegados "podem ver as vantagens de Obama crescendo e está muito claro que será muito difícil para Hillary alcançá-lo".

Schier defende ainda que se Obama conquistar mais algumas vitórias nas primárias restantes, o apoio dos superdelegados virá em grande número, como "um estouro de manada".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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