Mundo
19/04/2008 - 18h16

Obama critica "política republicana" de Hillary

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Colaboração para a Folha Online

O pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama acusou sua rival democrata, Hillary Clinton, de mudar de posição e iniciar uma campanha negativa contra ele na medida em que se aproxima a crucial primária da Pensilvânia, dia 22.

Em discurso, na Filadélfia, Pensilvânia, Obama disse que Hillary adotou uma atitude de "nós vamos jogar o que tivermos contra Barack, seja verdade, seja mentira, seja exagerado, seja relevante, porque essa, de acordo com a senadora Clinton, é a política dos republicanos".

Obama, que lidera no número de delegados, mas está atrás nas pesquisas de opinião na Pensilvânia, espera que uma queda na popularidade de Hillary possa entregar-lhe boa parte dos 158 delegados em jogo no Estado e acabar de vez com as chances da senadora de conseguir a nomeação democrata para as eleições gerais.

Ele ressaltou ainda que Hillary internalizou várias estratégias e táticas que fizeram de Washington um lugar miserável onde "tudo que fazemos é bater e lutar".

Centenas de eleitores de Obama alinharam-se atrás de um trem azul, em Wynnewood, distrito da Filadélfia para ouvir o senador falar.

"Eu posso não ser perfeito, mas eu sempre contarei a vocês o que eu penso e eu sempre falarei a vocês o que defendo", Obama disse à platéia.

"Ela [Hillary] adotou posições diferentes em temas fundamentais como acordos comerciais ou até mesmo a guerra, para adaptar-se à política do momento. e quando ela é pega [em contradição], a noção é, bem, você sabe disso, isso é só política. É assim que funciona em Washington. Você pode dizer uma coisa aqui e outra coisa lá", disparou Obama.

Os comentários foram uma resposta indireta às declarações de Hillary que, na sexta-feira, afirmou que o debate de quarta-feira foi apenas parte da pressão que Obama agüentaria na Presidência e que "se ele não agüenta o calor, deve sair da cozinha".

O debate democrata desta quarta-feira (16) focou prioritariamente nas gafes e polêmicas dos candidatos, principalmente as de Obama, como os comentários controversos de seu ex-pastor, Jeremiah Wright, sua relação com um ativista político radical e seus comentários sobre a amargura de eleitores de pequenas cidades.

Hillary

Enquanto Obama falava aos eleitores de Wynnewood, Hillary participou de comício no distrito de West Chester. Diante dos moradores, ela reforçou a idéia de que Obama não pode agüentar a pressão da Presidência dos EUA.

"Quando você entra nas eleições gerais e quando você entra na Casa Branca, o estresse e a pressão da eleição geral e do trabalho são muito grandes", falou.

Tentando conter o avanço de Obama no Estado, Hillary pediu aos eleitores que, quando forem votar na próxima terça-feira, pensem nos acordos comerciais e dívidas do governo norte-americano, no crescimento da China e na situação fora de controle no Oriente Médio.

Ela falou sob um forte sol no lado de fora de um corpo de bombeiros de 175 anos e ressaltou em tom sombrio os problemas do país e do mundo.

"Eu não quero apenas aparecer e fazer um daqueles animados discursos e deixar todo mundo feliz. Eu quero todo mundo pensando", justificou.

A equipe de campanha de Hillary divulgou sua agenda de campanha no Estado, que inclui 5 eventos em diferentes cidades até a votação da próxima terça-feira (22).

Nick Clemons, diretor de campanha de Hillary no Estado, disse que a equipe reunirá 5.000 voluntários para ligarem nas casas de eleitores e também baterem de porta em porta para conquistar novos votos.

"Nós queremos uma vitória e nós pensamos que será uma corrida acirrada", disse Clemons.

Com Reuters e Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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