Obama critica "política republicana" de Hillary
Colaboração para a Folha Online
O pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama acusou sua rival democrata, Hillary Clinton, de mudar de posição e iniciar uma campanha negativa contra ele na medida em que se aproxima a crucial primária da Pensilvânia, dia 22.
Em discurso, na Filadélfia, Pensilvânia, Obama disse que Hillary adotou uma atitude de "nós vamos jogar o que tivermos contra Barack, seja verdade, seja mentira, seja exagerado, seja relevante, porque essa, de acordo com a senadora Clinton, é a política dos republicanos".
Obama, que lidera no número de delegados, mas está atrás nas pesquisas de opinião na Pensilvânia, espera que uma queda na popularidade de Hillary possa entregar-lhe boa parte dos 158 delegados em jogo no Estado e acabar de vez com as chances da senadora de conseguir a nomeação democrata para as eleições gerais.
Ele ressaltou ainda que Hillary internalizou várias estratégias e táticas que fizeram de Washington um lugar miserável onde "tudo que fazemos é bater e lutar".
Centenas de eleitores de Obama alinharam-se atrás de um trem azul, em Wynnewood, distrito da Filadélfia para ouvir o senador falar.
"Eu posso não ser perfeito, mas eu sempre contarei a vocês o que eu penso e eu sempre falarei a vocês o que defendo", Obama disse à platéia.
"Ela [Hillary] adotou posições diferentes em temas fundamentais como acordos comerciais ou até mesmo a guerra, para adaptar-se à política do momento. e quando ela é pega [em contradição], a noção é, bem, você sabe disso, isso é só política. É assim que funciona em Washington. Você pode dizer uma coisa aqui e outra coisa lá", disparou Obama.
Os comentários foram uma resposta indireta às declarações de Hillary que, na sexta-feira, afirmou que o debate de quarta-feira foi apenas parte da pressão que Obama agüentaria na Presidência e que "se ele não agüenta o calor, deve sair da cozinha".
O debate democrata desta quarta-feira (16) focou prioritariamente nas gafes e polêmicas dos candidatos, principalmente as de Obama, como os comentários controversos de seu ex-pastor, Jeremiah Wright, sua relação com um ativista político radical e seus comentários sobre a amargura de eleitores de pequenas cidades.
Hillary
Enquanto Obama falava aos eleitores de Wynnewood, Hillary participou de comício no distrito de West Chester. Diante dos moradores, ela reforçou a idéia de que Obama não pode agüentar a pressão da Presidência dos EUA.
"Quando você entra nas eleições gerais e quando você entra na Casa Branca, o estresse e a pressão da eleição geral e do trabalho são muito grandes", falou.
Tentando conter o avanço de Obama no Estado, Hillary pediu aos eleitores que, quando forem votar na próxima terça-feira, pensem nos acordos comerciais e dívidas do governo norte-americano, no crescimento da China e na situação fora de controle no Oriente Médio.
Ela falou sob um forte sol no lado de fora de um corpo de bombeiros de 175 anos e ressaltou em tom sombrio os problemas do país e do mundo.
"Eu não quero apenas aparecer e fazer um daqueles animados discursos e deixar todo mundo feliz. Eu quero todo mundo pensando", justificou.
A equipe de campanha de Hillary divulgou sua agenda de campanha no Estado, que inclui 5 eventos em diferentes cidades até a votação da próxima terça-feira (22).
Nick Clemons, diretor de campanha de Hillary no Estado, disse que a equipe reunirá 5.000 voluntários para ligarem nas casas de eleitores e também baterem de porta em porta para conquistar novos votos.
"Nós queremos uma vitória e nós pensamos que será uma corrida acirrada", disse Clemons.
Com Reuters e Associated Press
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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