Mundo
20/04/2008 - 18h29

Democratas trocam farpas a dois dias das primárias da Pensilvânia

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Colaboração para a Folha Online

As eleições primárias da Pensilvânia, que ocorrem na próxima terça-feira (22), são decisivas para a definição da candidatura democrata entre Barack Obama e Hillary Clinton, já que o Estado coloca mais 158 delegados em jogo para a acirrada disputa entre eles.

Na semana que antecedeu as votações, os pré-candidatos trocaram farpas e acusações visando obter o apoio dos eleitores da Pensilvânia.

Efe
Hillary e Obama intensificam ataques ao rival; pré-candidatos democratas se enfrentam nas primárias da Pensilvânia na terça
Hillary e Obama intensificam ataques ao rival; pré-candidatos democratas se enfrentam nas primárias da Pensilvânia na terça

Obama, que cresceu nas intenções de voto do Estado, mas continua atrás de Hillary, afirmou que a senadora coloca em prática um jogo político antigo, fazendo qualquer coisa que for necessária para ganhar votos.

Hillary foi contrariada por dizer que queria "todos pensando" quando participassem das votações, e não somente ficando animados com os discursos, em uma alusão aos eleitores de Obama durante os atos de campanha do senador.

Na Pensilvânia, Hillary precisa vencer com uma diferença suficiente de delegados para mostrar aos superdelegados do partido que merece a nomeação democrata para disputar as eleições presidenciais contra o provável candidato republicano John McCain.

De acordo com as últimas contagens da rede de TV CNN, Obama lidera a corrida pela nomeação democrata com 1.644 delegados, contra 1.498 de Hillary.

Ataques

Obama zombou da campanha de Hillary em viagem pelo interior da Pensilvânia. Uma nova propaganda do senador criticou as propostas da rival para a modificação do sistema de saúde.

Hillary rebateu em Nova York: "Ao invés de atacar o problema, ele ataca minhas soluções".

A campanha da senadora divulgou uma nota em que convida os eleitores a pensarem nos desafios da China, nas restrições para o Oriente Médio, no desequilíbrio comercial e no peso da crise econômica.

"Eu não quero só aparecer e dar um daqueles discursos para ver todo mundo animado", afirmou Hillary. "Eu quero todo mundo pensando".

Obama, por outro lado, acusou Hillary de oscilar entre diferentes posições e iniciar uma campanha negativa contra ele na medida em que se aproxima a crucial primária da Pensilvânia.

Em discurso na Filadélfia, Pensilvânia, Obama afirmou que Hillary adotou uma atitude de "jogar o que tiver contra Obama, seja verdade, seja mentira, seja exagerado, seja relevante, porque essa, de acordo com a senadora Hillary, é a política dos republicanos".

Ele ressaltou ainda que Hillary internalizou várias estratégias e táticas que fizeram de Washington um lugar miserável onde "tudo que fazemos é bater e lutar".

"Eu posso não ser perfeito, mas eu sempre contarei a vocês o que eu penso e eu sempre falarei a vocês o que defendo", afirmou o senador.

"Ela [Hillary] adotou posições diferentes em temas fundamentais como acordos comerciais ou até mesmo a guerra, para adaptar-se à política do momento. (...) É assim que funciona em Washington. Você pode dizer uma coisa aqui e outra coisa lá", disparou Obama.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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