McCain lembra "domingo sangrento" e promete ajudar comunidades pobres
da Associated Press, em Selma
Em Selma, Alabama, o provável candidato republicano à Casa Branca John McCain lembrou momento histórico do condado quando policiais usaram gás lacrimogênio contra protestantes pelos direitos civis.
No discurso desta segunda-feira, McCain prometeu ainda ajudar as comunidades pobres esquecidas pelos candidatos presidenciais.
O discurso marcou o início da nova etapa de sua campanha, uma viagem de uma semana para comunidades que "estão sofrendo com a pobreza e a falta de atenção dos candidatos", nas palavras de McCain.
McCain descreveu em detalhes vívidos a ação policial que atingiu John Lewis, agora um congressista democrata, e fraturou seu crânio, durante uma marcha pelos direitos humanos.
| Dave Martin/AP |
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| Republicano John McCain faz campanha em Alabama, ao lado do governador Bob Riley |
O senador republicano, que freqüentemente fala da coragem mostrada pelos veteranos militares, disse que nunca viu coragem maior que a de Lewis e os outros ativistas na marcha de 7 de março de 1965, na ponte de Edmund Pettus, em Alabama. O dia ficou conhecido como "Domingo Sangrento" pelo ataque de policiais sobre os protestantes.
"Na América, nós sempre acreditamos que se o dia foi um desapontamento, nós ganharíamos amanhã. Isso é o que John Lewis acreditou naquele dia quando marchou pela ponte", disse McCain.
Sem citar nomes de seus rivais, McCain disse que há partes do país que "não podem ser esquecidas".
Parte do "Cinturão Negro" de Alabama --intitulado assim por seu solo, e onde dois terços da população é negra--, a cidade de Selma não foi esquecida pelos democratas. Durante a campanha presidencial de 2008, Barack Obama, Hillary Clinton e seu marido, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, visitaram a cidade no aniversário da marcha.
Mas a área continua desesperadamente pobre, motivo pelo qual McCain escolheu-a para sua turnê "É hora de agir".
McCain ainda tenta acabar com o criticismo dos democratas de que ele é indiferente à situação econômica do país e aos problemas enfrentados pelos proprietários de casas que não têm como pagar suas hipotecas, fruto da crise imobiliária que afeta o país.
No mês passado, McCain opôs-se agressivamente à intervenção do governo e defendeu o livre mercado. Desde então, contudo, com a economia revelando-se como o mais importante tema na mente dos eleitores, McCain mudou o tom de seu discurso e lançou propostas para ajudar entre 220 mil e 400 mil famílias com problemas econômicos, a isenção dos impostos sobre combustíveis durante as férias de verão e a manutenção dos cortes de impostos propostos pelo presidente dos EUA, George W. Bush.
"Eu não vou dizer a ninguém como o governo pode fazer suas escolhas por eles, mas como nós podemos ajudar a crescer nossa economia para que as pessoas tenham melhores escolhas para fazer por si próprias", disse McCain.
Ainda nesta segunda-feira, McCain planeja pegar um barco para a remota cidade de Gee's Bend. A travessia foi fechada por líderes do condado por 44 anos para evitar que moradores negros de outras partes do Estado atravessassem o rio e protestassem por direitos civis.
O caminho foi reaberto em 2006 e é uma alternativa rápida ao caminho pela estrada de 129 quilômetros.
Ainda na agenda desta semana, McCain deve ir à Youngstown, em Ohio, à Kentucky e à região de Ninth Ward, na Nova Orleans, uma área devastada pelo furacão Katrina em 2005.
Eleição presidencial
Desde que assegurou a quantidade necessária de delegados para ser o candidato republicano, McCain tem se envolvido principalmente em campanhas para arrecadação de fundos e tentativas de se aproximar tanto dos conservadores como dos moderados e independentes.
O gerente do comitê de McCain, Rick Davis, afirmou que o senador possui a maior imagem do espectro ideológico republicano do que qualquer candidato do partido desde Ronald Reagan, e isso poderia ser um movimento prejudicial se o comitê não tentasse "expandir as coalizões e trazê-los [os moderados e independentes] para o lado do McCain o mais rápido possível".
O comitê de McCain terá uma dura batalha pela frente independentemente de quem for nomeado candidato democrata (Hillary Clinton ou Barack Obama), já que o presidente Bush tem um baixo índice de aprovação entre os norte-americanos.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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