Mundo
22/04/2008 - 09h02

Começa a votação na Pensilvânia que pode definir nomeação democrata

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

As urnas da Pensilvânia foram abertas às 7h (8h de Brasília) desta terça-feira para que os eleitores votem em uma primária que pode definir os rumos da corrida pela nomeação do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos. A votação vai até às 20h (21h em Brasília).

A votação desta terça-feira é crucial para os pré-candidatos democratas, Barack Obama e Hillary Clinton, porque a Pensilvânia, que coloca em jogo 158 delegados, é a última grande disputa. Apesar disso, o calendário inclui ainda outros nove Estados, como Indiana e Carolina do Norte que realizarão suas primárias em 6 de maio.

Elise Amendola/AP
Democratic presidential hopeful Sen. Hillary Rodham Clinton, D-N.Y., waves to supporters during a campaign rally in Scranton, Pa., Monday, April 21, 2008. (AP Photo/Elise Amendola)
Hillary Clinton faz discurso na Pensilvânia, que pode definir os rumos da corrida

Desde o início da campanha presidencial democrata, Hillary é tida como favorita para ganhar no Estado, cujo eleitorado, de cerca de 4,1 milhões de pessoas, é formado principalmente por trabalhadores brancos.

Contudo, Obama investiu em uma campanha intensa entre estes eleitores. Mudou a retórica refinada de seu discurso para falar de empregos, fábricas e a oposição aos tratados de livre comércio, temas importantes em um Estado industrial que viu suas fábricas --e empregos-- partirem para países com taxas mais promissoras.

A campanha de Obama não conseguiu tirar a vantagem de Hillary no Estado, mas diminui sua larga vantagem de mais de 20 pontos percentuais. Segundo pesquisa deste fim de semana da Universidade de Quinnipiac, a ex-primeira-dama tem 51% das intenções de voto, contra 44% de Obama.

Vitória pequena

O cenário das pesquisas de intenção de voto indicam que Hillary terá uma vitória de pequenas proporções nas primárias da Pensilvânia. Como os delegados são divididos proporcionalmente ao voto popular, ela ganharia poucos delegados a mais que Obama e aumentariam as críticas e a visão de que ela não conseguirá alcançar o rival que lidera na contagem de delegados e voto popular (segundo a rede de televisão CNN, Obama conta com 1.648 contra 1.504 de Hillary).

Sem outros grandes Estados, Hillary não conseguiria inverter a dinâmica estabelecida pela seqüência de 11 vitórias de Obama no começo do ano. Contudo, uma vitória a manteria na disputa até o fim das primárias, em 3 de junho e abafaria os pedidos de líderes partidários para que desistisse da corrida democrata.

Diante da redução da margem de Hillary nas pesquisas das últimas semanas, seus assessores tentaram diminuir as expectativas sobre o Estado, alegando que uma vitória é uma vitória.

Grande vitória

O que os assessores e a própria Hillary esperam é que seu tradicional favoritismo influencie diretamente nos resultados das urnas e que se estabeleça uma grande vitória --e número de delegados-- para a senadora.

Isto reforçaria seu argumento de que ela ainda é uma forte candidata para vencer não só a disputa democrata pela nomeação, mas também as eleições gerais contra o provável candidato republicano John McCain.

O que sua equipe de campanha defende é que Hillary é a democrata mais forte para arrematar eleitores de grandes Estados, com importância crucial para a contagem das eleições de novembro, como Ohio, Califórnia e Nova Jersey.

Jae C. Hong/AP
Democratic presidential hopeful, Sen. Barack Obama, D-Ill., poses with a group of people from a neighborhood as he campaigns door to door in Philadelphia, Saturday, April 19, 2008. (AP Photo/Jae C. Hong)
Democrata Barack Obama posa para foto com eleitores, na Filadélfia, Pensilvânia

Nesta segunda-feira, os três pré-candidatos divulgaram seus relatórios financeiros do mês de março. Enquanto Obama mostrou U$ 42 milhões (R$ 69,8 milhões) em caixa para investir na sua intensa campanha da Pensilvânia, onde esteve por pelo menos o dobro de tempo que Hillary no último mês, a senadora relatou uma dívida de U$ 10,3 milhões (R$ 17,1 milhões) e apenas U$ 9 milhões (R$ 14,9 milhões) para investir em viagens, propaganda e telemarketing.

Uma boa vitória também daria a Hillary uma nova força para encarar as primárias da Carolina do Norte --onde Obama é tido como grande favorito-- e Indiana --considerada um campo neutro.

Mais importante, a maioria dos votos populares na Pensilvânia pode contar como forte argumento aos superdelegados ainda indecisos de que Hillary ainda está no páreo e procurando por endossos políticos.

Grupo formado por cerca de 800 líderes partidários e democratas eleitos, os superdelegados não precisam votar de acordo com o resultado das primárias e devem definir a nomeação partidária já que nenhum dos dois pré-candidatos está perto de conseguir os 2.025 delegados necessários para estabelecer seu nome antes da Convenção Democrata Nacional, em 25 de agosto.

Vitória de Obama

Muitos especialistas indicam que, se Obama conseguir vencer as primárias de hoje, Hillary sairá enfraquecida diante do Partido Democrata e de seus apoiadores e pode não ter chances de se recuperar.

Uma vitória surpreendente de Obama em um Estado que favorece sua rival poderia iniciar uma onda de apoio ao senador entre os superdelegados, diante de uma prova concreta de que Obama tem força para vencer em cenários pouco promissores.

Fortaleceria também os pedidos para que Hillary desistisse da corrida democrata e encerrasse a prolongada disputa entregando a nomeação a Obama, que assim começaria sua campanha para a Presidência contra McCain.

Republicanos

Nesta terça-feira, a Pensilvânia também realiza suas primárias republicanas. Contudo, os eleitores não terão efetivamente uma escolha a fazer.

O senador por Arizona John McCain já obteve mais de 1.191 delegados, número que determina a sua nomeação para as eleições gerais. Seu último rival republicano, o ex-governador de Arkansas Mike Huckabee desistiu da corrida em 4 de março e agora apóia o provável candidato do partido.

Tanto a votação democrata quanto a republicana se encerrarão às 20h (21h em Brasília).

Com Reuters

Comentários dos leitores
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 1 opinião
avalie fechar
Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
11 opiniões
avalie fechar
Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Como diz Alex Lima.
Com certeza o Bresil esta carente de homens como Barack Obama na política e parar de se importar com sua opnião, mas da população em geral e aplicar medidas realmente eficazes para melhorar o país.
9 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca