Mundo
22/04/2008 - 21h39

Termina votação das primárias no Estado da Pensilvânia

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Colaboração para a Folha Online

As urnas no Estado da Pensilvânia fecharam às 20h (21h em Brasília) e a apuração dos primeiros votos deve começar a ser divulgada a partir das 22h desta terça-feira, segundo previsões divulgada pelos partidos Democrata e Republicano do Estado.

O resultado desta terça-feira é crucial para os pré-candidatos democratas, Barack Obama e Hillary Clinton, pois a Pensilvânia, que coloca em jogo 158 delegados, é o último grande Estado norte-americano a realizar suas primárias.

Desde o início da campanha presidencial democrata, Hillary é tida como favorita para ganhar na Pensilvânia, cujo eleitorado, de cerca de 4,1 milhões de pessoas, é formado principalmente por trabalhadores brancos e católicos.

Na manhã desta terça-feira, Hillary reconheceu que precisa vencer no Estado para ter chances de ser nomeada candidata democrata.

Obama --que tem gastado mais verbas de campanha que Hillary no Estado-- disse que não espera vencer sua rival nas urnas, mas que, se perder, será por uma pequena margem de votos.

Caso isso se confirme, o senador por Illinois se manterá na liderança da contagem nacional de delegados democratas.

Eleitores

No total, entre republicanos, independentes e democratas, a Pensilvânia conta com o número recorde de 8.328.123 eleitores registrados para votar --nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório.

Incentivados pela batalha travada por Obama e Hillary durante o ciclo de primárias, mais de 152,7 mil eleitores da Filadélfia, capital da Pensilvânia, filiaram-se ao Partido Democrata desde janeiro e mais de 164 mil eleitores mudaram sua filiação para se tornarem democratas e poderem votar na eleição desta terça-feira, segundo o "Philadelphia Inquirer".

O resultado da votação na Pensilvânia definirá também o modo como Hillary e Obama partirão em busca dos votos de Indiana e Carolina do Norte, que realizarão suas primárias em 6 de maio.

Na Carolina do Norte Obama é favorito, mas a disputa está matematicamente empatada nas pesquisas de intenções de voto realizadas com os eleitores de Indiana. Uma pesquisa publicada na quarta-feira (16) pelo jornal norte-americano "Los Angeles Times" dá a vitória a Obama, com 40% das intenções de voto contra 35% para Hillary.

Contudo, muitos continuam indecisos no Estado (19%) e 7% dos que se posicionaram disseram ter feito sua escolha muito recentemente.

Independentemente do resultado da votação desta terça-feira, Hillary tem de manter uma campanha intensa para conquistar os eleitores indecisos e convencê-los de que ainda é a melhor escolha.

Ganhar bem nestes Estados é o único modo da senadora reverter o cenário nada promissor da corrida pela nomeação no qual Obama tem a maioria dos Estados (28 contra 14), mais delegados (1.648 contra 1.504) e mais dinheiro (U$ 42 milhões contra U$ 9 milhões, no final de março).

Republicanos

O Partido Republicano também se beneficiou do alto interesse dos eleitores em participar do processo eleitoral. Segundo o "Philadelphia Inquirer", mais de 40 mil eleitores filiaram-se ao partido somente neste ano.

Contudo, os eleitores não terão efetivamente uma escolha a fazer. O senador por Arizona John McCain já obteve mais de 1.191 delegados, número que determina a sua nomeação para as eleições gerais. Seu último rival republicano, o ex-governador de Arkansas Mike Huckabee desistiu da corrida em 4 de março e agora apóia o provável candidato do partido.

Vitória pequena

O cenário das pesquisas de intenção de voto indicam que Hillary terá uma vitória de pequenas proporções nas primárias da Pensilvânia. Como os delegados são divididos proporcionalmente ao voto popular, ela ganharia poucos delegados a mais que Obama, o que aumentaria as críticas e a visão de que ela não conseguirá alcançar o rival que lidera na contagem de delegados e voto popular.

Sem outros grandes Estados, Hillary não conseguiria inverter a dinâmica estabelecida pela seqüência de 11 vitórias de Obama no começo do ano. Contudo, uma vitória a manteria na disputa até o fim das primárias, em 3 de junho e abafaria os pedidos de líderes partidários para que desistisse da corrida democrata.

Diante da redução da margem de Hillary nas pesquisas das últimas semanas, seus assessores tentaram diminuir as expectativas sobre o Estado, alegando que qualquer vitória é uma vitória.

Grande vitória

O que os assessores e a própria Hillary esperam é que seu tradicional favoritismo influencie diretamente nos resultados das urnas e que se estabeleça uma grande vitória --e número de delegados-- para a senadora.

Isto reforçaria seu argumento de que ela ainda é uma forte candidata para vencer não só a disputa democrata pela nomeação, mas também as eleições gerais contra o provável candidato republicano John McCain.

O que sua equipe de campanha defende é que Hillary é a democrata mais forte para arrematar eleitores de grandes Estados, com importância crucial para a contagem das eleições de novembro, como Ohio, Califórnia e Nova Jersey.

Uma boa vitória também daria a Hillary uma nova força para encarar as primárias da Carolina do Norte --onde Obama é tido como grande favorito-- e Indiana --considerada um campo neutro.

Mais importante, a maioria dos votos populares na Pensilvânia pode contar como forte argumento aos superdelegados ainda indecisos de que Hillary ainda está no páreo e procurando por endossos políticos.

Grupo formado por cerca de 800 líderes partidários e democratas eleitos, os superdelegados não precisam votar de acordo com o resultado das primárias e devem definir a nomeação partidária já que nenhum dos dois pré-candidatos está perto de conseguir os 2.025 delegados necessários para estabelecer seu nome antes da Convenção Democrata Nacional, em 25 de agosto.

Vitória de Obama

Muitos especialistas indicam que, se Obama conseguir vencer as primárias desta terça-feira, Hillary sairá enfraquecida diante do Partido Democrata e de seus apoiadores e pode não ter chances de se recuperar.

Uma vitória surpreendente de Obama em um Estado que favorece sua rival poderia iniciar uma onda de apoio ao senador entre os superdelegados, diante de uma prova concreta de que Obama tem força para vencer em cenários pouco promissores.

Fortaleceria também os pedidos para que Hillary desistisse da corrida democrata e encerrasse a prolongada disputa entregando a nomeação a Obama, que assim começaria sua campanha para a Presidência contra McCain.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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