Mundo
22/04/2008 - 22h11

Hillary vence eleições na Pensilvânia, diz projeção da CNN

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da Folha Online

A senadora e pré-candidata democrata Hillary Clinton venceu as primárias realizadas no Estado da Pensilvânia nesta terça-feira, de acordo com projeção divulgada pela rede de TV americana CNN.

Segundo a projeção da rede de TV, Hillary derrotou seu rival, Barack Obama, por 53% contra 47%. A ex-primeira-dama, que era favorita nas pesquisas de intenção de voto, reconheceu que precisava vencer no Estado para ter chances de ser a indicada.

Jim Young /Reuters
Hillary Clinton vence primárias da Pensilvânia e continua na corrida democrata pela nomeação
Hillary lidera a apuração da Pensilvânia; se vencer, a pré-candidata continua na disputa

Entretanto, ela havia dito que não seria relevante ganhar por uma margem maior ou pouco expressiva de votos, segundo reportagem desta terça-feira do jornal "The Washington Post".

Desde o início da campanha presidencial democrata, Hillary era tida como favorita para ganhar na Pensilvânia, cujo eleitorado, de cerca de 4,1 milhões de pessoas, é formado principalmente por trabalhadores brancos e católicos.

O resultado desta terça-feira era considerado crucial para os pré-candidatos democratas, pois a Pensilvânia, que coloca em jogo 158 delegados, é o último grande Estado norte-americano a realizar suas primárias.

A vitória de Hillary se deve em parte aos votos da classe operária, votos de mulheres e eleitores brancos do Estado, em uma eleição em que a economia foi o assunto principal. Mais de 80% dos eleitores consultados após deixarem os locais de votação disseram que os EUA já estão em recessão econômica.

Uísque e cerveja

Segundo a agência de notícias Associeted Press, uma das formas que Hillary usou para criar uma identificação junto à classe trabalhadora foi beber uísque e cerveja em um bar.

Em uma noite de campanha no Estado, após tomar uma dose de uísque, a senadora tomou cerveja em uma caneca, para "amaciar" a descida do destilado, segundo a agência. Já Obama jogou boliche na tentativa de ganhar a atenção dos trabalhadores.

Obama --que tem gastado mais verbas de campanha que Hillary no Estado-- havia dito que não espera vencer sua rival nas urnas, mas que, se perdesse, seria por uma pequena margem de votos. Caso isso se confirme, o senador por Illinois se manterá na liderança da contagem nacional de delegados democratas.

O resultado da votação na Pensilvânia define também o modo como Hillary e Obama partirão em busca dos votos de Indiana e Carolina do Norte, que realizarão suas primárias em 6 de maio.

Eleitores

No total, entre republicanos, independentes e democratas, a Pensilvânia conta com o número recorde de 8.328.123 eleitores registrados para votar --nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório.

Incentivados pela batalha travada por Obama e Hillary durante o ciclo de primárias, mais de 152,7 mil eleitores da Filadélfia, capital da Pensilvânia, filiaram-se ao Partido Democrata desde janeiro e mais de 164 mil eleitores mudaram sua filiação para se tornarem democratas e poderem votar na eleição desta terça-feira, segundo o "Philadelphia Inquirer".

Na Carolina do Norte Obama é favorito, mas a disputa está matematicamente empatada nas pesquisas de intenções de voto realizadas com os eleitores de Indiana. Uma pesquisa publicada na quarta-feira (16) pelo jornal norte-americano "Los Angeles Times" dá a vitória a Obama, com 40% das intenções de voto contra 35% para Hillary.

Contudo, muitos continuam indecisos no Estado (19%) e 7% dos que se posicionaram disseram ter feito sua escolha muito recentemente.

Independentemente do resultado da votação desta terça-feira, Hillary tem de manter uma campanha intensa para conquistar os eleitores indecisos e convencê-los de que ainda é a melhor escolha.

Ganhar bem nestes Estados é o único modo da senadora reverter o cenário nada promissor da corrida pela nomeação no qual Obama tem a maioria dos Estados (28 contra 14), mais delegados (1.648 contra 1.504) e mais dinheiro (U$ 42 milhões contra U$ 9 milhões, no final de março).

Comentários dos leitores
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 1 opinião
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Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
11 opiniões
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Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Como diz Alex Lima.
Com certeza o Bresil esta carente de homens como Barack Obama na política e parar de se importar com sua opnião, mas da população em geral e aplicar medidas realmente eficazes para melhorar o país.
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