Após vitória na Pensilvânia, Hillary diz que permanece na corrida
da Folha Online
Depois de vencer as primárias realizadas nesta terça-feira na Pensilvânia, de acordo com resultado da projeção da rede de TV americana CNN, a senadora e ex-primeira-dama democrata Hillary Clinton fez um discurso a partidários, no qual agradeceu o apoio no Estado e reiterou que se manterá na disputa pela nomeação.
Segundo a projeção da rede de TV, Hillary derrotou seu rival, Barack Obama, por 54% contra 46%. A ex-primeira-dama, que era favorita nas pesquisas de intenção de voto, reconheceu que precisava vencer no Estado para ter chances de ser a indicada.
| Reuters |
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| Democrata Hillary Clinton comemora vitória sobre Obama em primárias na Pensilvânia |
Entretanto, ela havia dito que não seria relevante ganhar por uma margem maior ou pouco expressiva de votos, segundo reportagem desta terça-feira do jornal "The Washington Post".
"Algumas pessoas pediram que eu desistisse da corrida, mas o povo americano não desiste, e merece um presidente que não desista também", disse Hillary em discurso que contou com a presença do seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, e da filha do casal, Chelsea Clinton.
"Preciso da ajuda de vocês para continuar nessa jornada. Essa vitória é de vocês, e só poderemos continuar a vencer se continuarmos a lutar. Peço que acessem o site da minha campanha e mostrem o seu apoio nessa noite. O futuro dessa campanha depende de vocês".
No discurso, Hillary disse ainda que, durante sua campanha, ofereceu "soluções" aos americanos. "Ofereci oportunidades de emprego, que nos coloquem no caminho certo no futuro, assistência médica para todos, sem exceção, escolas públicas de boa qualidade, e o compromisso com o investimento nas pesquisas científicas. Quero muito discutir todas essas questões com o povo da Indiana e de outros estados que visitarei na próxima semana".
"Após sete anos de governo [do republicano George W.] Bush, precisamos de mudanças, e não temos tempo a perder. Temos que parar de falar sobre os nossos problemas e começar a resolvê-los, e é a isso que a minha campanha se propõe", acrescentou Hillary.
A senadora lembrou ainda sua ligação familiar com o Estado. "A vitória desta noite foi muito pessoal. Foi aqui, na Pensilvânia, que meu avô começou a trabalhar, ainda criança. Foi aqui também que meu pai foi jogador de futebol pelo Estado. Sinto muito que eles não estejam aqui para ver o que é resultado do trabalho duro deles", disse ainda democrata.
Favorita
Desde o início da campanha presidencial democrata, Hillary era tida como favorita para ganhar na Pensilvânia, cujo eleitorado, de cerca de 4,1 milhões de pessoas, é formado principalmente por trabalhadores brancos e católicos.
O resultado desta terça-feira era considerado crucial para os pré-candidatos democratas, pois a Pensilvânia, que coloca em jogo 158 delegados, é o último grande Estado norte-americano a realizar suas primárias.
A vitória de Hillary se deve em parte aos votos da classe operária, votos de mulheres e eleitores brancos do Estado, em uma eleição em que a economia foi o assunto principal. Mais de 80% dos eleitores consultados após deixarem os locais de votação disseram que os EUA já estão em recessão econômica.
Uísque e cerveja
Segundo a agência de notícias Associated Press, uma das formas que Hillary usou para criar uma identificação junto à classe trabalhadora foi beber uísque e cerveja em um bar.
Em uma noite de campanha no Estado, após tomar uma dose de uísque, a senadora tomou cerveja em uma caneca, para "amaciar" a descida do destilado, segundo a agência. Já Obama jogou boliche na tentativa de ganhar a atenção dos trabalhadores.
Obama --que tem gastado mais verbas de campanha que Hillary no Estado-- havia dito que não espera vencer sua rival nas urnas, mas que, se perdesse, seria por uma pequena margem de votos. Caso isso se confirme, o senador por Illinois se manterá na liderança da contagem nacional de delegados democratas.
O resultado da votação na Pensilvânia define também o modo como Hillary e Obama partirão em busca dos votos de Indiana e Carolina do Norte, que realizarão suas primárias em 6 de maio.
Eleitores
No total, entre republicanos, independentes e democratas, a Pensilvânia conta com o número recorde de 8.328.123 eleitores registrados para votar --nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório.
Incentivados pela batalha travada por Obama e Hillary durante o ciclo de primárias, mais de 152,7 mil eleitores da Filadélfia, capital da Pensilvânia, filiaram-se ao Partido Democrata desde janeiro e mais de 164 mil eleitores mudaram sua filiação para se tornarem democratas e poderem votar na eleição desta terça-feira, segundo o "Philadelphia Inquirer".
Na Carolina do Norte Obama é favorito, mas a disputa está matematicamente empatada nas pesquisas de intenções de voto realizadas com os eleitores de Indiana. Uma pesquisa publicada na quarta-feira (16) pelo jornal norte-americano "Los Angeles Times" dá a vitória a Obama, com 40% das intenções de voto contra 35% para Hillary.
Contudo, muitos continuam indecisos no Estado (19%) e 7% dos que se posicionaram disseram ter feito sua escolha muito recentemente.
Independentemente do resultado da votação desta terça-feira, Hillary tem de manter uma campanha intensa para conquistar os eleitores indecisos e convencê-los de que ainda é a melhor escolha.
Ganhar bem nestes Estados é o único modo da senadora reverter o cenário nada promissor da corrida pela nomeação no qual Obama tem a maioria dos Estados (28 contra 14), mais delegados (1.648 contra 1.504) e mais dinheiro (U$ 42 milhões contra U$ 9 milhões, no final de março).
Republicanos
O provável candidato republicano, John McCain, venceu as primárias da Pensilvânia com 72% dos votos, contra 16% de Ron Paul e 12% de Mike Huckabee. Segundo a rede CNN de televisão, já foram apurados 85% dos votos válidos.
Contudo, os eleitores republicanos não tiveram efetivamente uma escolha a fazer. McCain já possuía mais de 1.191 delegados, o número que determina a sua provável nomeação para as eleições gerais. Seu último rival republicano, o ex-governador de Arkansas Mike Huckabee desistiu da corrida em 4 de março e agora apóia o provável candidato do partido.
O Partido Republicano também se beneficiou do alto interesse dos eleitores em participar do processo eleitoral. Segundo o "Philadelphia Inquirer", mais de 40 mil eleitores filiaram-se ao partido somente neste ano.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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