Após Pensilvânia, Hillary e Obama focam Carolina do Norte e Indiana
da Folha Online
Após a vitória de Hillary Clinton sobre Barack Obama nas primárias desta terça-feira na Pensilvânia, os dois pré-candidatos do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos focam agora as disputas do dia 6 de maio, que acontecerão paralelamente na Carolina do Norte e em Indiana.
A disputa na Pensilvânia, onde 158 delegados estavam em jogo, abriu a fase final do duelo democrata para ver quem enfrentará o provável candidato republicano John McCain --que já conseguiu o número de delegados necessário para garantir a nomeação de seu partido-- nas eleições presidenciais de novembro.
| Reuters |
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| Democrata Hillary Clinton comemora vitórias em primárias na Pensilvânia |
Nesta quarta-feira, com 99% das urnas apuradas, Hillary venceu o rival Obama com uma margem de dez pontos percentuais, prolongando a corrida dentro do Partido Democrata e mantendo vivas suas esperanças, mesmo que reduzidas, de concorrer à Casa Branca.
De acordo com a projeção da rede de TV CNN, Hillary venceu as primárias na Pensilvânia com 55% dos votos contra 45% de Obama. Ontem à noite, após a vitória, Hillary disse que "a maré está mudando" nos EUA. "Hoje, aqui na Pensilvânia, vocês se fizeram ouvir e, devido a vocês, a maré está mudando", disse a ex-primeira-dama.
"Estávamos diante de um formidável adversário, que gastou muito mais que nós, na razão de três para um", disse. "[Barack Obama] quebrou cada recorde de gastos neste Estado para tentar nos tirar da corrida, mas o povo da Pensilvânia sabe o que quer", afirmou Hillary.
Na Carolina do Norte, Obama é favorito, mas a disputa está matematicamente empatada nas pesquisas de intenções de voto realizadas com os eleitores de Indiana. De acordo com jornal "Los Angeles Times", Obama lidera na Carolina do Norte (47% contra 34%) e possui uma vantagem de cinco pontos percentuais em Indiana.
Recursos
"Algumas pessoas me descartaram e disseram para que desistisse, mas o povo americano não desiste e eles merecem um presidente que também não desista", disse Hillary a seus partidários na Filadélfia, junto com seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, e sua filha Chelsea.
A senadora, cuja campanha está endividada e com arrecadação menor que a do rival, pediu a seus apoiadores que visitem o seu site e façam doações.
Em entrevistas dadas nesta quarta-feira, ela disse que arrecadou US$ 3 milhões (R$ 4,97 milhões) nas horas após a vitória na Pensilvânia. A expectativa é que a vitória de ontem ajude a injetar novos recursos na candidatura de Hillary.
Favorita
Desde o início da campanha presidencial democrata, Hillary era tida como favorita para ganhar na Pensilvânia, cujo eleitorado, de cerca de 4,1 milhões de pessoas, é formado principalmente por trabalhadores brancos e católicos.
O resultado desta terça-feira era considerado crucial para os pré-candidatos democratas, pois a Pensilvânia era o último grande Estado norte-americano a realizar suas primárias.
A vitória de Hillary se deve em parte aos votos da classe operária, votos de mulheres e eleitores brancos do Estado, em uma eleição em que a economia foi o assunto principal. Mais de 80% dos eleitores consultados após deixarem os locais de votação disseram que os EUA já estão em recessão econômica.
Obama
Em Indiana, onde ocorrerão as próximas primárias, Obama admitiu a derrota e disse que Hillary fez uma "fantástica corrida" na Pensilvânia. Em seguida, ele destacou que as eleições de novembro não serão apenas derrotar os republicanos, mas também escolher que tipo de Partido Democrata deve chegar ao poder.
"Podemos ser um partido que pense que a única maneira de ter uma segurança nacional é falando, atuando e votando como (o presidente) George W. Bush ou John McCain (o candidato republicano)", afirmou.
"Podemos usar o medo como a tática, a ameaça do terrorismo para espantar votos", disse Obama, em uma alusão ao anúncio veiculado por Hillary antes da eleição, que mostra imagens do líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden.
"Podemos ser um partido que diga e faça tudo para vencer a próxima eleição, podemos calcular (...) e dizer exatamente o que querem ouvir (...) mas também podemos ser um partido que não pensa apenas em como ganhar, mas sim no que devemos fazer", concluiu Obama.
Com Reuters e France Presse
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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