Mundo
23/04/2008 - 13h36

Veja os possíveis cenários nos EUA após as primárias da Pensilvânia

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

A vitória de Hillary na Pensilvânia permitiu que ela continuasse na corrida pela nomeação democrata com Barack Obama, mas não modificou a posição de liderança do senador.

Os 158 delegados da Pensilvânia foram divididos proporcionalmente entre os pré-candidatos. Como Hillary venceu por 55% contra 45% de Obama, a senadora obteve 80 delegados. Obama ficou com 66.

Na contagem total, o senador por Illinois continua na vantagem, com 1.714 delegados, contra 1.584 de Hillary

Entre os republicanos, o provável candidato John McCain venceu na Pensilvânia com 72% dos votos, contra 16% de Ron Paul e 12% de Mike Huckabee.

Contudo, os eleitores não tiveram efetivamente uma escolha a fazer. McCain já possuía 1.331 delegados, número superior aos 1.191 delegados necessários para determinar a sua provável nomeação para as eleições gerais.

O último rival republicano, o ex-governador de Arkansas Mike Huckabee desistiu da corrida em 4 de março e agora apóia o provável candidato do partido.

Veja os possíveis cenários para a batalha da nomeação presidencial:

Democratas

Mesmo após a vitória na Pensilvânia, Hillary está atrás de Obama em número de delegados e em número de votos populares.

Os dois pré-candidatos agora se preparam para as primárias do dia 6 de maio, que ocorrerão em Indiana --onde os eleitores ainda estão divididos e fazem do Estado um potencial desempate para os democratas-- e Carolina do Norte, onde Obama é favorito.

Se Obama vencer as duas primárias, acabará com as chances de Hillary alcançá-lo na disputa e poderá focar seus esforços na disputa com McCain para as eleições gerais.

Uma vitória de Hillary nos dois Estados poderia fazê-la persuadir alguns superdelegados --oficiais do partido que têm voto livre na convenção nacional de agosto-- a votarem nela.

Após as primárias do dia 6 de maio ainda restarão mais seis eleições primárias até o dia 3 de junho.

Nenhum dos dois pré-candidatos pode alcançar o número de delegados eleitos --2.025-- que garante a candidatura sem precisar do voto dos superdelegados, que somam 800 no partido democrata.

E, para ganhar o apoio dos superdelegados, os pré-candidatos precisam convencê-los de que são a melhor opção para enfrentar o candidato republicano nas eleições gerais de novembro.

O comitê democrata espera que os superdelegados se decidam entre os dois pré-candidatos logo após o fim das primárias, no dia 3 de junho, para que o partido tenha mais tempo para preparar os seu candidato para as eleições nacionais. Caso contrário, o nomeado só será conhecido, em agosto, na Convenção Nacional do Partido.

Republicanos

John McCain, que já obteve os delegados necessários para alcançar a nomeação republicana, já iniciou sua campanha nacional e tenta prever os seus próximos passos para vencer Obama ou Hillary nas eleições gerais de novembro.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca