Mundo
23/04/2008 - 18h02

Familiares colaboram na campanha dos pré-candidatos à Presidência dos EUA

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Colaboração para a Folha Online
da Reuters

Antes das primárias da Pensilvânia, os pré-candidatos retomaram suas estratégias de ataque para conquistar os eleitores do Estado.

Entre os democratas, Hillary Clinton precisava da vitória para permanecer na disputa e Barack Obama se favoreceria até mesmo de uma vantagem pequena de Hillary, já que possuía mais delegados e mais votos para a corrida pela nomeação do partido.

Entre os republicanos, John McCain já é o provável candidato, mas fez discursos em diversas partes do país, incluindo uma viagem autobiográfica, para conquistar eleitores para as eleições gerais de novembro.

Sanduíches, bares, discursos, propaganda. Os pré-candidatos usaram tudo o que puderam para chamar a atenção dos eleitores. E um fator que os presidenciáveis tiveram a seu favor foi a presença dos familiares, que demonstraram as origens dos senadores e tornaram pública uma faceta de sua vida pessoal, deixando-os mais próximos aos eleitores.

Veja os familiares que ajudam na campanha dos pré-candidatos.

Elise Amendola/AP
Chelsea Clinton (à esq.), Dorothy Rodahm (mãe de Hillary) e o ex-presidente Bill Clinton
Chelsea Clinton (à esq.), Dorothy Rodahm (mãe de Hillary) e o ex-presidente Bill Clinton

Hillary Clinton

Durante campanha na Pensilvânia, Hillary contou histórias sobre seu avô, quem começou a trabalhar com 11 anos, quando morava no Estado, na cidade de Scranton.

A senadora também mencionou a figura de seu pai, durante campanha em Wincosin, um Estado onde muitos eleitores apóiam o direito ao porte de armas. Hillary afirmou que aprendeu a atirar com seu pai e que caçava com ele quando era jovem.

Hillary também possui o apoio do marido, o ex-presidente Bill Clinton, que fez campanha por ela em alguns Estados, como Porto Rico, e da filha Chelsea, sua principal cabo-eleitoral.

Barack Obama

Keith Srakocic/AP
Barack Obama ao lado de sua mulher, Michelle, durante campanha em Indiana
Barack Obama ao lado de sua mulher, Michelle, durante campanha em Indiana

Filho de um queniano com uma norte-americana do Kansas, Obama geralmente fala de seus pais e de sua vida humilde.

O pai de Obama cresceu criando cabras com o avô do senador, em um povoado no Quênia. Ele ganhou uma bolsa de estudos para ingressar em uma faculdade do Havaí, onde conheceu sua mulher e iniciou o aprendizado para ser Ph.D. em Harvard.

Ele se divorciou da mãe de Obama quando o senador tinha dois anos e voltou para o Quênia, onde trabalhou como economista do governo.

Outra forte presença familiar na campanha de Obama é a de sua mulher, Michelle, uma advogada formada em Harvard que foi muitas vezes criticada por falar demais.

Todos os eleitores registrados no site de Obama recebem e-mails assinados por Michelle.

Mary Altaffer/AP
Cindy, mulher do senador John McCain, acompanha discurso do marido na Florida
Cindy, mulher do senador John McCain, acompanha discurso do marido na Florida

John McCain

McCain, 71, seria o presidente mais velho dos EUA se eleito. Para afastar as críticas de que seria velho demais para o cargo, McCain sempre fala de sua mãe, que tem 96 anos e, segundo o senador republicano, é muito lúcida.

A mulher de McCain, Cindy, é herdeira da multimilionária distribuidora de cervejas Anheuser-Busch. Apesar disso, McCain não declarou utilizar verba de sua mulher na campanha e não divulgou o valor do patrimônio da empresa.

A filha do senador, Meghan McCain, também tem sido uma importante aliada familiar. Ao lado de dois amigos, Meghan criou o blog Mccainblogette, para falar de cultura pop durante a campanha presidencial.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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