Mundo
23/04/2008 - 19h50

McCain discursa sobre economia e critica democratas no Kentucky

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Colaboração para a Folha Online

O provável candidato republicano à presidência dos EUA, John McCain, visitou nesta quarta-feira Inez, a cidade do carvão no Kentucky, 44 anos após o presidente Lyndon Johnson ter declarado uma "guerra contra a pobreza" no local.

McCain afirmou que a "guerra" de Johnson falhou devido à excessiva burocracia do governo. O senador também disse que os norte-americanos irão enfrentar uma dura realidade econômica, com altos preços para a gasolina, e que os pré-candidatos democratas Barack Obama e Hillary Clinton só tornariam o problema pior.

Mais cedo, falando para uma multidão no centro cultural Martin County Courthouse, McCain discursou sobre economia e afirmou acreditar que o país já está em recessão, "mesmo que a definição técnica de recessão ainda não tenha sido alcançada".

"Vamos começar pelo fato de que a ação já deveria ter sido tomada", afirmou McCain.

Um dia após a vitória de Hillary Clinton nas primárias democratas da Pensilvânia, McCain disse a repórteres que não tem certeza se a extensa campanha democrata o ajuda ou atrapalha, justificando que já ouviu argumentos dos dois lados.

"Nós nunca vimos isso antes, então eu não acho que é fácil de julgar", afirmou McCain em seu ônibus de campanha enquanto viajava pelas montanhas de carvão do leste do Kentucky.

McCain acusou o pré-candidato democrata Barack Obama de procurar aumentar os ganhos de capital por meio do aumento de impostos, afirmando que isso afetaria milhões de norte-americanos, e não somente os mais abastados. O senador republicano afirmou que Hillary também aumentaria os impostos para "pagar por promessas ambiciosas".

"Eu acredito que impostos mais baixos estimulariam a economia", acrescentou.

O provável candidato republicano propôs bilhões de dólares em cortes de impostos, o que causou críticas dos democratas, que afirmaram duvidar que McCain seria capaz de arcar com a perda.

McCain também afirmou que acredita que os altos preços da gasolina permanecerão até que os EUA consigam a independência do petróleo estrangeiro.

"O preço do petróleo provavelmente não vai cair até que sejamos independentes em energia", acrescentando que a alta da demanda por petróleo na Índia e na China está aumentando o preço do produto.

Questionado sobre a perda de empregos da indústria manufatureira, McCain afirmou que eles provavelmente não irão voltar, mas que tecnologias sustentáveis e da informação proveriam uma nova fonte de empregos.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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