Mundo
24/04/2008 - 07h56

McCain se opõe a medida para igualdade de salários

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

O provável candidato republicano à Casa Branca John McCain, em meio a sua campanha por cidades empobrecidas, disse que se opõe ao projeto de lei do Senado que busca a igualdade de pagamento para mulheres justificando que levaria a mais processos judiciais.

Em votação para discussão no Senado, os republicanos conseguiram anular a proposta na noite desta quarta-feira, com uma votação total de 56 senadores contrários e 42 favoráveis. A medida precisava de 60 votos para avançar para um debate completo no Senado e a posterior votação.

Harry Reid, democrata e líder da maioria no Senado, atrasou o voto para que os pré-candidatos de seu partido, Hillary Clinton e Barack Obama, tivessem tempo de voltar a Washington para apoiar a medida, que tornaria mais fácil às mulheres processar seus empregadores por discriminação nos salários.

A questão é de extrema importância principalmente para as mulheres solteiras, que consideram o tema importante e podem definir seu voto com base no apoio dos candidatos à medida.

Yuri Gripas/Efe
Texto: MTC11.WASHINGTON (WASHINGTON).18/4/2008.- El senador republicano y candidato a la presidencia John McCain escucha el discurso del presidente de los Estados Unidos George W. Bush durante el Desayuno Catúlico Anual de Oraciún que se celebra en el Hotel hilton de Washington DC hoy viernes 18 de abril de 2008. EFE/YURI GRIPAS / POOL
Provável candidato republicano John McCain em evento de campanha em Washington

Uma pesquisa conduzida pela organização Women Vote Action Fund mostra que as mulheres solteiras podem representar uma poderosa força para os democratas na eleição presidencial de 4 de novembro. Segundo a organização, o grupo representa 26% do eleitorado nacional e tende a votar nos democratas, com uma margem de 66% contra 29% das mulheres que dizem preferir os republicanos.

McCain, senador por Arizona, não foi à votação no Senado para fazer campanha em Nova Orleans, atingida pelo furacão Katrina em 2005.

"Eu sou completamente favorável à igualdade de pagamento para mulheres, mas este tipo de legislação, como é típico do que está sendo proposto por meus amigos no outro lado do corredor, abre oportunidades para processos judiciais por todo tipo de problemas", disse McCain à repórteres.

"Esse é o governo cumprindo um papel muito, muito maior nos assuntos de um sistema privado de negócios", completou McCain que já revelou anteriormente sua visão --criticada pelos democratas-- de que o governo não deve interferir no andamento das instituições privadas e do mercado.

A medida foi elaborada para contrapor uma decisão da Suprema Corte que estabelece quanto tempo os trabalhadores devem esperar antes de processar a empresa por discriminação no pagamento.

Críticas

Os democratas não pouparam críticas à oposição de McCain.

"Senador McCain caiu novamente na linha de Bush [atual presidente dos Estados Unidos, George W. Bush] enquanto famílias de classe média estão com dificuldades", disse Hillary, logo após a votação. "As mulheres estão ganhando menos, mas o senador McCain está oferecendo mais do mesmo".

A porta-voz do Comitê Democrata Nacional, Karen Finney disse: "Em um tempo em que as famílias americanas estão lutando para manter suas casas e empregos enquanto pagam mais por tudo, de gasolina a comida, como qualquer um que pensa que pode liderar nosso país também pensa que é aceitável se opor ao pagamento igualitário para as mães, esposas e filhas norte-americanas?".

McCain afirmou sua oposição à medida em meio a sua campanha na rural Kentucky, onde a pobreza é maior entre mulheres que entre homens.

O republicano disse que ele conhecia a disparidade, mas que existem caminhos melhores para ajudar as mulheres a encontrar empregos com melhores remunerações.

"Elas precisam da educação e do treino, particularmente porque mais e mais mulheres são as chefes de suas famílias, tanto como ou mais que qualquer outro. E é difícil para elas deixar suas famílias quando não têm alguém para cuidar delas", justificou McCain.

McCain disse ainda que as mulheres são afetadas por um ciclo vicioso, principalmente em um Estado como Kentucky, onde a principal atividade é a mineração, "trabalho que tradicionalmente as mulheres não escolhem, para dizer o mínimo".

McCain visitou a pequena vila de Inez, em Kentucky, porque é onde o presidente Lyndon Johnson declarou guerra à pobreza. Contudo, o senador lembrou que os programas propostos por Johnson falharam. "Eu não estaria aqui hoje se o governo tivesse cumprido a promessa que Lyndon Johnson fez há 44 anos", disse.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca