Mundo
24/04/2008 - 10h39

Hillary e Obama enfrentam cansaço na fase final da campanha

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da Associated Press, em Indiana

Os pré-candidatos democratas à Casa Branca, Barack Obama e Hillary Clinton, estão inegavelmente exaustos. Eles têm feito intensa campanha pela nomeação democrata por mais de um ano e suas agendas lotadas de comícios, viagens e visitas não diminuirá antes da última primária, em 3 de junho.

"Algumas vezes. Sim, claro", admitiu Obama, 46, quando questionado por repórteres na terça-feira se estava exausto.

Obama está em meio a uma campanha de quase 20 horas diárias. Na terça-feira (22), dia da crucial votação na Pensilvânia, ele deixou o hotel às 6h para entrevistas para redes de televisão na Filadélfia e não parou até que seu avião pousou em Chicago, à 1h30 desta quarta-feira (23).

Já Hillary, 60, divertiu-se com uma pergunta sobre como ela mantém sua agenda de compromissos. "Foi uma campanha de 15 meses e, se tudo tivesse sido tão divertido quanto a Pensilvânia [onde ela ganhou com 55% dos votos], não pareceria como 15 anos", afirmou.

E os dias excruciantes devem continuar já que em duas semanas, em 6 de maio, Indiana e Carolina do Norte realizarão suas primárias.

O cansaço parece afetar mais o senador Obama, que fala da rotina puxada em todas as suas paradas de campanha. "Eu estou concorrendo à Presidência por cerca de 15 meses, o que significa que há bebês que estão andando e falando, que nasceram quando eu anunciei minha candidatura", disse Obama, nesta quarta-feira, em campanha em Ohio.

Obama também fala freqüentemente sobre quão raramente vê sua família. Ele arrumou sua agenda para que pudesse voltar a Chicago na noite desta terça-feira (22) para ver suas filhas. Ele não tem nenhum evento público planejado até esta quinta-feira, apenas um descanso em sua casa, em Chicago.

Para combater o cansaço, Obama costuma cochilar em seu avião. Mesmo priorizando exercícios diários, os sinais do estresse já começaram a aparecer. Seu cabelo ficou mais grisalho desde o início de sua campanha.

Já Hillary, experiente com as duas campanhas presidenciais de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, está consciente dos danos para o corpo e para o espírito causados por uma campanha política.

Ela também faz cochilos em seu avião e come regularmente pimentas vermelhas, que ela acredita ajudar a manter sua saúde.

Para manejar e esconder sua fadiga, a senadora viaja com especialistas em cabelo e maquiagem que ajudam a manter sua imagem sempre renovada.

Quando fala da prolongada campanha, Hillary tenta sempre ser bem-humorada. Contudo, no debate de 16 de abril, quando pressionada por seu equívoco no relato da chegada à Bosnia, em 1996, Hillary culpou o cansaço.

"Eu tentarei ou dormir mais ou sempre ter alguém para me lembrar", justificou.

Sua agenda também é puxada. Hillary normalmente acorda de madrugada para preparar-se para aparições matinais na televisão e entrevistas no rádio. Depois, parte para eventos em diversas cidades ao longo do dia e da noite e vai dormir somente depois da meia-noite.

Em Memphis, Tennessee, no aniversário de 40 anos do assassinato do ativista Martin Luther King, Hillary chegou ao hotel às 5h, depois de um longo vôo da Califórnia. Ela estava no palco, diante de câmeras de televisão, apenas seis horas depois.

Republicano

Enquanto os democratas continuam seus longos dias de compromissos, o provável candidato republicanoJohn McCain, 71, diminui consideravelmente a quantidade de eventos de sua agenda desde os dias intermináveis de sua campanha pela nomeação.

Desde que ele conseguiu a candidatura republicana, com mais de 1.191 delegados, ele comparece a um ou dois eventos por dia. Por trás dos panos, trabalha para arrecadar mais dinheiro para a campanha e prepara-se para a eleição geral, em 4 de novembro.

Mas a maioria dos finais de semana ele opta por um descanso em Phoenix ou em sua cabana em Sedona, Arizona. Um luxo que Obama e Hillary não têm.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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