Mundo
24/04/2008 - 11h35

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

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Colaboração para a Folha Online

A vitória de terça-feira da pré-candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton na Pensilvânia ainda ocupa as páginas dos principais jornais dos Estados Unidos. Apesar do crescimento de seu rival, Barack Obama, dentro do Estado, a vitória de Hillary por dez pontos percentuais (55% contra 45%, segundo a CNN) está preocupando os líderes democratas.

Eles começam a duvidar sobre o apelo de Obama entre os eleitores trabalhadores brancos e católicos romanos --dois eleitorados cruciais para as eleições gerais contra o provável candidato republicano John McCain.

Outra preocupação do Partido Democrata é que a vitória de Hillary acabou de vez com as chances dela desistir da corrida antes do final das primárias e definir logo Obama como o candidato democrata para a Presidência.

"O que aconteceu ontem foi o que muitos de nós temíamos", disse o governador do Tennessee, Phil Bredesen ao jornal "The Washington Post". "Não há solução clara. Ela foi um pouco melhor do que o esperado, mas nós ainda estamos parados aqui, tentando descobrir uma solução. Todo mundo está ficando sujo de sangue e não há nenhum nocaute. Isso ajuda a prolongar", concluiu.

Enquanto os democratas lutam voto a voto pela nomeação, McCain investe em sua plataforma para as eleições gerais, visitando cidades empobrecidas de todo o país e prometendo que ajudará aos pobres e aos "esquecidos" pela política atual.

Veja a repercussão da corrida dos pré-candidatos à Presidência dos EUA nos jornais do país:

"The Washington Post"(EUA)
A continuação da batalha divide os democratas

Reprodução
Washington Post
Washington Post

Com a vitória de Hillary Clinton na Pensilvânia, os líderes democratas tiveram que aceitar a prolongada e potencialmente danosa batalha de Hillary e Barack Obama pela nomeação partidária, mas disseram que vão pressionar por uma solução rápida logo que o ciclo de primárias acabar, em 3 de junho.

A vitória de Hillary na Pensilvânia acabou de vez com as suposições de que ela considerava desistir da corrida antes do final das primárias por causa da significativa vantagem no número de delegados de Obama. Mas os líderes partidários ficaram divididos sobre as conseqüências de mais seis semanas de dura campanha.

"O que aconteceu ontem foi o que muitos de nós temíamos", disse o governador do Tennessee, Phil Bredesen. "Não há solução clara. Ela foi um pouco melhor do que o esperado, mas nós ainda estamos parados aqui, tentando descobrir uma solução. Todo mundo está ficando sujo de sangue e não há nenhum nocaute. Isso ajuda a prolongar".

Os líderes do partido expressaram sua preocupação de que, enquanto Hillary e Obama continuam focando um no outro, o senador John McCain se reintroduz aos eleitores de todo o país e começa a delimitar sua plataforma para a eleição geral.

"The Wall Street Journal"(EUA)
Vitória de Hillary lança dúvidas sobre Obama

Reprodução
Wall Street Journal
Wall Street Journal

A vitória da senadora Hillary Clinton na Pensilvânia está causando preocupação sobre o apelo de Barack Obama na eleição geral, mesmo que os líderes partidários --incluindo aqueles que apóiam Hillary-- admitiam que ele é o favorito para a nomeação democrata.

Na quarta-feira, a campanha de Hillary disse que bateria o recorde com U$ 10 milhões em contribuições e anunciou o endosso de um congressista conservador. Obama contou com dois endossos, incluindo o governador de Oklahoma, Brad Henry.

Mas a derrota de Obama na Pensilvânia por quase 10 pontos percentuais, depois de uma derrota similar em Ohio no mês passado, reflete seu fraco desempenho entre os trabalhadores brancos e católicos romanos --dois eleitorados cruciais.

Alguns políticos democratas dizem que isso pode ser um grande prejuízo na corrida contra o provável candidato republicano John McCain, que tem forte apelo entre alguns independentes.

"The New York Times"(EUA)
Eles ainda amam Huck e Paul

Reprodução
New York Times
New York Times

Na maioria dos casos, ganhar quase 73% dos votos seria considerado uma grande vitória. Mas para o senador John McCain pode ser a causa de preocupação, dado que ele é o provável candidato republicano há mais de um mês.

McCain ganhou cada Condado da Pensilvânia na primária republicana da terça-feira, mas o ex-governador de Arkansas, Mike Huckabee (que desistiu da corrida em março) e Ron Paul, membro da Casa dos Representantes, foram surpreendentemente bem em alguns dos Condados mais conservadores.

De maneira geral, de acordo com as contas da agência de notícias Associated Press, Paul ganhou 15,9% dos votos da primária republicana. Já Huckabee contou com 11,3% dos eleitores.

O pior desempenho de McCain foi no Condado Juniata, perto do centro do Estado. Ele recebeu 59% dos votos, enquanto Paul recebeu 28%. Em 2004, na corrida pela reeleição, o presidente dos EUA, George W. Bush, ganhou em Juniata com 72% da votação.

"USA Today"(EUA)
Democratas disputam votos de Indiana

Reprodução
USA Today
USA Today

O ginásio na colégio Theodore Roosevelt está mostrando sua idade: as paredes são pintadas com um verde institucional e as faixas de panteras parecem um pouco rasgadas.

Os sinais do tempo que passou não são uma surpresa em uma região que tem lutado por décadas. Mas a platéia que compareceu em peso para ver Barack Obama recentemente --e que viu Hillary em sua campanha em Hammond-- são sinais de sua vitalidade política.

A disputa pela nomeação democrata está centrada agora na Carolina do Norte e Indiana, que realizam suas primárias em 6 de maio. Ganhar em Indiana é crítico.

O assunto que domina as campanhas presidenciais dos democratas é aquele que dominou a vida destes moradores por anos: como sobreviver em uma economia de manufatura que foi destruída, na visão de muitos eleitores, pelos acordos internacionais de comércio.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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