Vice de Saddam Hussein será julgado na próxima semana
da Folha Online
O ex-vice-primeiro-ministro do Iraque Tariq Aziz, considerado o rosto do regime de Saddam Hussein --derrubado no dia 9 de abril de 2003--, será julgado na próxima semana por sua suposta participação na morte de 42 comerciantes em 1992, informou o promotor Jaffar al Moussawi nesta quinta-feira.
Al Moussawi, promotor do Alto Tribunal do Iraque, disse que Aziz e vários outros antigos membros do regime do ditador --entre eles um meio-irmão de Saddam-- compareceriam ao tribunal na próxima terça-feira (29) para falar sobre o caso.
Aziz, que também trabalhou como ministro das Relações Exteriores durante o regime de Saddam, apareceu como testemunha em julgamentos anteriores de ex-membros do regime, mas esta será a primeira vez que ele enfrentará as acusações.
| 24.mai.06/Marco Di Lauro/AP |
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| Aziz, cujo julgamento foi marcado para a próxima semana no Iraque |
"Tariq Aziz será apresentado a julgamento no tribunal especial pela a execução de cerca de 40 comerciantes em 1992", disse Al Moussawi à agência de notícias Reuters. Questionado sobre quais seriam as acusações específicas, Al Moussawi disse: "Acredita-se que ele esteja envolvido no caso".
Outro acusado, segundo o promotor, será Watban Ibrahim al Hassan, meio-irmão de Saddam. Al Moussawi disse que ele era ministro do Interior quando as mortes aconteceram.
Segundo informações do advogado do ex-vice de Saddam, Badie Arif, citado pela agência de notícias France Presse, entre os acusados também estaria Ali Hasan al Majid, conhecido como Ali Químico.
Os comerciantes foram acusados de aumentar os preços de produtos essenciais, indo contra a política estatal em um período que o Iraque sofria com as sanções impostas pela ONU (Organização das Nações Unidas) por causa da invasão do Kuait, em 1990.
Aziz se rendeu às forças dos EUA em abril de 2003 e há muito tempo ele reclama de problemas de saúde.
O Alto Tribunal do Iraque foi criado para julgar antigos membros do regime de Saddam, enforcado em dezembro de 2006 depois de condenado por crimes contra a humanidade pelo assassinato de 148 xiitas, após uma tentativa de assassinato, em 1982.
Com Reuters e France Presse
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