Presidente iraniano defende a "cultura do martírio"
da France Presse, em Teerã
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, defendeu "a cultura do martírio" como forma de resolver os problemas econômicos e mundiais, em um encontro com famílias de mártires da guerra entre seu país e o Iraque nos anos 80, informa a agência Mehr.
"Se queremos construir nosso país, preservar nossa grandeza e resolver os problemas econômicos, temos necessidade da cultura do martírio", afirmou o chefe de Estado iraniano.
"Hoje em dia, os povos livres do mundo escolheram a via de nossos mártires, que é a da grandeza e do orgulho. O martírio é um atalho para o topo da felicidade", resumiu. Segundo Ahmadinejad, "a contagem regressiva da destruição das grandes potências já começou".
O ultraconservador é alvo de críticas tanto de setores reformistas como de conservadores moderados por suas declarações intempestivas e por sua política econômica com altos índices de inflação (18,5% segundo fontes oficiais, mas superior a 25% de acordo com estimativas de analistas).
As autoridades iranianas estimulam o culto do martírio dos falecidos na Revolução Islâmica de 1979 e na guerra contra o Iraque (1980-88).
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