Mundo
24/04/2008 - 15h47

Depois da Pensilvânia, democratas focam Indiana e Carolina do Norte

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da Associated Press, em Washington

Os pré-candidatos democratas à Casa Branca, Hillary Clinton e Barack Obama, mudaram seu campo de batalha pela nomeação democrata para Indiana, o Estado onde Hillary encara outra disputa crucial para sua candidatura.

Vinda de um bom momento após sua vitória de dez pontos percentuais sobre Obama, Hillary enfrenta um campo neutro na Indiana, onde pesquisas apontam chances iguais para os dois democratas na votação de 6 de maio.

Contudo, a campanha pelos eleitores não será tão fácil na Carolina do Norte, Estado que, com 40% dos eleitorado formado por negros, Obama tem maiores chances de conseguir boa parte dos 115 delegados.

Hillary partiu nesta quarta-feira para Indiana, ignorando as suas poucas chances de reverter o quadro favorável de Obama e declarando-se a melhor candidata para derrotar o provável candidato republicano John McCain nas eleições gerais de 4 de novembro.

Em Indianapolis, principal cidade do Estado, Hillary prometeu focar em assuntos econômicos. "Para mim, esta campanha aqui em Indiana é sobre empregos, empregos, empregos", enfatizou, prometendo investir na indústria de manufatura e no fim das reduções tarifárias para indústrias que se mudam para o exterior.

Em Nova Albany, Obama foi questionado porque acreditava poder ganhar na Indiana depois das derrotas em Ohio e na Pensilvânia, Estados com mesmo perfil demográfico e uma grande massa de trabalhadores brancos.

"Aqui, eu sou mais familiar às pessoas", justificou. Indiana faz fronteira com Illinois, Estado pelo qual Obama é senador.

Contudo, ele evitou questões sobre sua obstinação e capacidade para ocupar o cargo de presidente do país, uma crítica constante de Hillary. "Ninguém reclamou mais da imprensa, de ser tratada de maneira errada que a senadora Hillary ou o presidente Clinton [Bill CLinton, marido de Hillary]. Nós temos sido muito cuidadosos com nossos ataques", disparou Obama.

Disputas

As campanhas democratas ocuparam-se com uma nova disputa nos últimos dias. Desta vez, o assunto é a conta dos votos populares.

Hillary disse que ela recebeu "mais votos das pessoas que votaram, mais do que qualquer outra pessoa". Sua conta inclui Flórida e Michigan, Estados que tiveram suas primárias anuladas por adiantar a data da votação.

Obama lidera a contagem combinada --delegados e votos populares-- das primárias e nega as declarações de Hillary.

"Houve um número de diferentes formulações que a campanha de Clinton tenta fazer para sugerir que de algum jeito eles estão na frente", disparou Obama.

Hillary também sofre com um grande déficit em sua arrecadação de verba, em relação aos bons números marcados por Obama. Nos relatórios de março, Obama declarou U$ 42 milhões (R$ 70,3 milhões) em caixa contra a dívida de U$ 10,3 milhões (R$ 17,2 milhões) de Hillary e apenas U$ 9 milhões (R$ 15 milhões) em caixa.

Contudo, desde que ganhou as primárias da Pensilvânia, Hillary começou uma intensa campanha para arrecadar colaborações pela internet. Sua equipe de campanha declarou nesta quinta-feira que Hillary conseguiu os U$ 10 milhões (R$ 16,7 milhões) que esperava juntar, com contribuições de 80 mil novos doadores, de um total de cem mil.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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