Mundo
24/04/2008 - 22h47

Ex-pastor de Obama diz ter recebido ataques "falsos" e "injustos"

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da Folha Online

Jeremiah Wright, ex-pastor do pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama, condenou o escândalo gerado por seus polêmicos sermões, considerando os ataques dirigidos contra ele como "falsos" e "injustos", em entrevista publicada nesta quinta-feira.

O pastor disse que alguns trechos de seus sermões divulgados no YouTube foram tirados de contexto por críticos que desconhecem as boas ações de sua Igreja Unida da Trindade de Cristo, em Chicago, freqüentada por Obama e onde Wright era pastor até pouco tempo atrás.

"Senti que foi desleal. Senti que foi injusto. Senti que foi falso", afirmou Wright ao canal PBS, em uma entrevista que será transmitida na sexta-feira.

Nos vídeos em questão, Wright é visto atacando o "terrorismo" dos Estados Unidos e de Israel, incitando os negros a cantar "que Deus amaldiçoe os Estados Unidos", e alegando que o vírus da Aids foi espalhado pelo governo americano.

Devido às declarações do pastor, Obama tem recebido ataques tanto de sua rival no Partido Democrata, Hillary Clinton, quanto do provável candidato republicano, John McCain, o que fez com que o senador por Illinois se esforçasse para se distanciar de Wright.

Comercial

McCain passou parte desta quarta-feira em uma disputa interna, tentando, sem sucesso, convencer o Partido Republicano da Carolina do Norte a não publicar um comercial que mostra Jeremiah Wright denunciando os Estados Unidos em um dos seus sermões inflamatórios.

O comercial diz que os candidatos democratas são "muito extremistas" para a Carolina do Norte.

"A propaganda de televisão que você planeja colocar no ar degrada nossos cidadãos e nos distrai das verdadeiras diferenças em relação aos democratas", escreveu McCain a Linda Daves, líder do partido local. "Eu imploro a você para não divulgar este comercial."

Linda ignorou o pedido de McCain e justificou: "É inteiramente apropriado para os eleitores avaliarem os candidatos baseados em suas associações do passado".

Com France Presse

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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