Computador de Raúl Reyes vincula senadora colombiana às Farc
da Efe, em Bogotá
da Folha Online
A senadora colombiana Piedad Córdoba aparece como uma suposta aliada das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em um computador que pertencia ao guerrilheiro Raúl Reyes, morto em 1º de março pelo Exército da Colômbia em território equatoriano.
Reyes, considerado o "número dois" da guerrilha, foi morto --com mais 24 pessoas-- em uma operação que causou uma crise diplomática entre a Colômbia e o Equador.
De acordo com as mensagens eletrônicas armazenadas no computador do guerrilheiro, a congressista, que aparece com o nome Teodora, mantém contatos com as Farc desde 2003, disseram a Rádio Caracol e o site do jornal "El Tiempo", citando fontes oficiais.
Córdoba, que intermediava com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a libertação de um grupo de reféns das Farc, era uma das 12 pessoas encarregadas de promover uma estratégia para a guerrilha.
De acordo com as fontes, no mesmo computador, Reyes menciona que Córdoba chegou a comentar com ele que Chávez entregou a parlamentar uma ajuda equivalente a US$ 50 mil para obras sociais na região do Chocó, uma das mais pobres da Colômbia.
Diante dessa doação, o rebelde propôs às Farc dar à congressista uma soma duas vezes maior, acrescentaram as fontes.
A sala penal da Suprema Corte já pediu ao Ministério da Defesa que envie toda as informações contidas no computador para avaliar a abertura de investigações.
Piedad Córdoba e Hugo Chávez foram os principais responsáveis por mediar a libertação da ex-candidata à Vice-Presidência da Colômbia Clara Rojas e a ex-congressista Consuelo González de Perdomo. As duas foram libertadas do cativeiro das Farc em 10 de janeiro.
Córdoba e Chávez tentam ainda libertar outros reféns da guerrilha.
As Farc libertaram em 27 de fevereiro os ex-legisladores Luis Eladio Pérez, Jorge Eduardo Géchem, Gloria Polanco de Lozada e Orlando Beltrán.
Contudo, o grupo rebelde mantém em seu poder mais de 700 reféns, dentre os quais um grupo de 40 políticos, soldados, policiais e americanos, no qual se inclui Ingrid Betancourt, que deseja trocar por cerca de 500 rebeldes presos.
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