Relação dos EUA com América Latina "é vital", diz McCain
da Efe, em Buenos Aires
O senador John McCain, pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, afirmou neste domingo que a relação de seu país com a América Latina "é vital" e destacou que, se ganhar as eleições, lutará pelo livre-comércio com a região.
"Viajei muito pela região. Estive na Argentina, na Colômbia e no México muitas vezes. Conheço seus líderes, conheço seus problemas e compreendo a importância de nossa relação", afirmou o candidato republicano, em entrevista publicada pelo diário argentino "La Nación".
McCain, 71, destacou que, se for eleito, um dos objetivos principais de seu governo será promover o livre-comércio porque "é um dos elementos-chave para melhorar as condições econômicas dos países da região e beneficiará a economia americana."
"Eu acho, por exemplo, que o Nafta (Acordo de Livre-Comércio da América do Norte, na sigla em inglês) é importante; foi vantajoso para os países que representam o maior bloco comercial do mundo", destacou o senador americano, que concorrerá às eleições com quem ganhar as primárias democratas, posto que é disputado entre Hillary Clinton e Barack Obama.
O candidato também se mostrou a favor de defender a ratificação do acordo de livre-comércio com a Colômbia e de trabalhar coordenadamente para resolver problemas como a imigração ilegal aos EUA.
"Abrirei nossos mercados e farei o possível para abrir os mercados da América latina aos bens e serviços americanos. Esse seria um ingrediente central das minhas políticas em relação à região. Com o tempo, posso imaginar um acordo de livre-comércio hemisférico", enfatizou McCain.
McCain declarou ainda que "enfrentaria outros desafios avaliados com os líderes da região, como as contradições observadas dentro de algumas sociedades ou, 'francamente', o comportamento do senhor (presidente da Venezuela, Hugo) Chávez."
"(Chávez) Tem danificado a causa da democracia e a liberdade na Venezuela. Não penso em tomar nenhuma medida contra ele, mas acho que é muito claro que não é o tipo de governo que leva ao desenvolvimento econômico e ao progresso, em nenhum lugar do mundo, e muito menos em nosso hemisfério", advertiu.
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