Editor de jornal israelense pede pena de morte para premiê de Israel
da Efe, em Jerusalem
O editor do jornal ultradireitista israelense "Nativ", Aryeh Stav, defende que o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, e a ministra de Assuntos Exteriores, Tzipi Livni, sejam acusados de alta traição e condenados à morte por negociar a divisão de Jerusalém com os palestinos.
"De acordo com a lei internacional, Ehud Olmert e Tzipi Livni, que lideram negociações para a entrega de Jerusalém, a capital de Israel, devem ser julgados por alta traição e condenados à morte", afirmou Stav.
O editor do "Nativ" expressou sua opinião em um questionário enviado hoje ao jornal liberal "Haaretz" e no qual destaca que "estadistas que negociam a entrega da capital de seu país é algo que, simplesmente, não ocorre em nenhuma outra parte do mundo."
A declaração se inscreve na polêmica gerada em Israel pela negociação mantida pelo Gabinete de Olmert com a ANP (Autoridade Nacional Palestina), presidida por Mahmoud Abbas, para a criação de um Estado palestino com capital em Jerusalém Oriental (árabe).
A devolução dessa parte da cidade aos palestinos, que foi conquistada por Israel durante a Guerra dos Seis Dias (1967), é fortemente rejeitada pelos setores israelenses ultranacionalistas, que consideram Jerusalém como "a capital eterna e indivisível" do país.
Leia mais
- Abbas quer que conflito palestino-israelense se resolva até o final do ano
- Um árabe concorre à Prefeitura de Haifa pela 1ª vez desde a criação Israel
- Ehud Barak adia viagem aos EUA
- Liga Árabe adverte para catástrofe humanitária em Gaza
- Premiê turco vai a Damasco estimular diálogo entre Síria e Israel
Livraria
- Obras da série "Folha Explica" discutem política e eleições
- Guia traz roteiro para explorar Jerusalém e a Terra Santa
Especial

