Pai de Madeleine diz acreditar que filha ainda está viva
da Efe, em Londres
Gerry McCann, pai da menina inglesa Madeleine McCann --que sumiu há um ano em Portugal--, acha que sua filha ainda está viva, segundo depoimento que deu a um documentário produzido depois de uma visita que fez a um centro americano especializado em casos de crianças desaparecidas.
No filme, que será exibido no próximo dia 30 pela rede de TV britânica "ITV" sob o título "Madeleine - Um ano depois: Campanha pela Mudança", Gerry diz acreditar que sua filha está viva em algum lugar.
"Eu realmente acredito nisso", afirma.
O documentário mostra os pais de Maddie, Gerry e Kate McCann, nos Estados Unidos, onde foram conhecer o sistema de alarme "Amber", que é acionado toda vez que um menor desaparece.
Nos EUA, entre 40% e 50% dos raptos envolvendo crianças terminam com a morte delas. Além disso, quanto mais novo o menor, menores são as chances de ele ser maltratado, explicou McCann.
"Estas são pessoas experientes em investigações", disse o pai de Madeleine sobre as informações a que teve acesso nos EUA.
Durante a recente viagem que fizeram a esse país, Gerry e Kate se reuniram com Ed Smart, cuja filha Elizabeth, de 15 anos, ficou nove meses sumida até ser encontrada sã e salva.
O pai de Elizabeth Smart manteve contato com os McCann durante mais de dez meses, mas os três só se viram pela primeira vez durante a visita que os pais de Madeleine fizeram aos EUA.
Os McCann visitaram o Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas, que informou ao casal que 80% dos menores que desaparecem são achados 72 horas após a ativação do sistema de alarme "Amber".
No documentário da TV britânica, a mãe de Madeleine disse que ainda tem esperanças de encontrar a filha e que acredita que a Europa vai adotar um sistema similar ao utilizados nos EUA.
Os pais da menina britânica visitaram recentemente o Parlamento Europeu para dar seu apoio a um mecanismo rápido de alerta na Europa que permita localizar menores desaparecidos.
Madeleine desapareceu em 3 de maio de 2007, quando dormia com seus irmãos gêmeos de 2 anos no quarto de um resort da Praia da Luz, no Algarve (sul de Portugal). Na hora do seu sumiço, seus pais jantavam com amigos em um restaurante próximo.
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