Mundo
28/04/2008 - 08h16

McCain usou avião de empresa de sua mulher para reduzir custos

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Colaboração para a Folha Online

O jornal norte-americano "The New York Times" publicou reportagem revelando que o provável candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos John McCain utilizou, a custos abaixo do mercado, o avião de propriedade de uma das empresas de sua mulher, Cindy McCain, para reduzir os gastos de sua campanha pela nomeação.

McCain utilizou durante sete meses, entre agosto de 2007 e fevereiro deste ano, o avião da empresa dirigida por sua mulher tendo pago por isso U$ 241.149 (R$ 403.201), quantia muito abaixo dos valores de mercado de acordo com especialistas consultados pelo "NYT", em reportagem deste domingo.

Veja a íntegra, em inglês

O avião utilizado por McCain, com capacidade para oito passageiros, pertence a Aviação King, empresa cuja proprietária é a cervejeira Hensley & Company, da qual Cindy é presidente.

18fev.08 Pat Sullivan/AP
Cindy McCain looks on as her husband, Republican presidential hopeful Sen. John McCain, R-Ariz.,makes a point during a news conference in Houston, Monday, Feb. 18, 2008. (AP Photo/Pat Sullivan)
John McCain discursa observado de perto por sua mulher, a empresária milionária Cindy

Segundo os dados apresentados pelo jornal, McCain economizou cerca de U$ 500 mil (R$ 836 mil) ao utilizar o avião empresarial em suas viagens de campanha durante o segundo semestre de 2007.

Um porta-voz do senador republicano, Jill Hazelbaker, afirmou que o candidato "cumpriu cuidadosamente em todos os momentos com as leis e normas da Comissão Eleitoral Federal sobre as viagens por via aérea e pagou pelas passagens exatamente como exigem estas normas".

Já Sheila Krumholz, diretora do Centro para Política Responsável, uma organização independente que vela pela transparência das campanhas eleitorais, afirmou que o caso "é uma subversão para a campanha [de McCain], que teve importância dado os problemas que atravessava ano passado".

No segundo semestre de 2007, McCain enfrentou sérias dificuldades financeiras em sua campanha. Entre os três principais candidatos à Casa Branca, McCain tem os menores números de arrecadação de verbas para sua campanha.

A lei eleitoral norte-americana proíbe que empresas prestem serviços a candidatos com descontos ou benefícios que não oferece aos seus clientes habituais. Contudo, exclui empresas dos próprios candidatos e de familiares próximos.

McCain tem defendido veementemente em sua campanha a aplicação de medidas para restringir os serviços prestados por empresas privadas às campanhas eleitorais, como forma de combater o tráfico de influências.

O senador assegurou inclusive que não pensou em aproveitar-se da grande fortuna de sua mulher (herdeira da empresa cervejeira fundada por seu pai, Jim Hensley), estimada em U$ 100 milhões (R$ 167,2 milhões) em sua campanha.

Com Efe

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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