Mundo
28/04/2008 - 10h51

Obama nega que raça seja determinante nas eleições dos EUA

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da Associated Press, em Washington
da Folha Online

O pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama enfatizou que a questão racial não é um fator determinante para os eleitores norte-americanos, mas reconheceu que este ainda é um tema relevante na sociedade norte-americana.

Em uma entrevista para a televisão norte-americana, neste domingo, Obama foi questionado sobre uma possível disputa de gênero e raça entre os democratas --caso seja eleito, Obama será o primeiro presidente negro, já se Hillary Clinton ganhar, será a primeira mulher a assumir o cargo.

"[Raça] Será o fator determinante em uma eleição geral? Não, porque eu estou absolutamente confiante que o que o povo americano está procurando é alguém que pode solucionar seus problemas", respondeu Obama, que teve muitas de suas vitórias neste ciclo de primárias atribuídas ao eleitorado negro.

Obama também contou ao programa Fox News Sunday que precisa fazer mais para ganhar apelo entre os trabalhadores de classe média, grupo que foi duramente atingido pela crise da economia norte-americana.

"Eu tenho que ser mais presente. Eu tenho que bater em mais portas. Eu tenho que ir a mais eventos", disse Obama que ficou o dobro do tempo em campanha pela Pensilvânia, onde perdeu para Hillary graças aos votos destes trabalhadores.

"Eu estou concorrendo com a melhor parte da política democrata", afirmou, referindo-se a Hillary e seu marido, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton.

Apesar da resposta de Obama, há evidência de grande influência da raça e gênero entre os eleitores democratas enquanto os pré-candidatos entram em sua 17ª semana de uma disputa acirrada pela nomeação.

Na próxima disputa, na Carolina do Norte em 6 de maio, Obama é tido como favorito entre um eleitorado que tem 40% de negros. Seu apoio está principalmente nas áreas urbanas com grandes populações negras enquanto Hillary conta com o apoio --influenciado também pelos dois mandatos de seu marido-- entre os moradores de pequenas cidades e áreas rurais com dificuldades econômicas e, principalmente, as mulheres.

Campanha de Hillary

Para tentar reverter o cenário favorável a seu rival na Carolina do Norte, Hillary já está no Estado para eventos de campanha. Em um comício na noite deste domingo, ela usou a notícia do atentado contra o presidente do Afeganistão para reafirmar sua crítica à política do atual presidente dos EUA, George W. Bush.

Ela afirmou aos presentes que os EUA falharam em dar a atenção apropriada ao Afeganistão, fato do qual a tentativa de assassinato seria prova. Ela disse ainda que o Afeganistão precisa "de tanta atenção, senão ainda mais" que o Iraque.

O presidente afegão, Hamid Karzai, saiu ileso do atentado que matou ao menos três civis, no início do tradicional desfile em Cabul que comemora a vitória sobre o regime comunista.

O ataque, cujas circunstâncias ainda não foram completamente esclarecidas, foi reivindicado tanto pelo Taleban [milícia que controlava 90% do Afeganistão até a invasão da coalizão liderada pelos EUA em 2001] quanto por um grupo armado afegão ligado à rede terrorista Al Qaeda, liderada pelo saudita Osama bin Laden.

Hillary contou como ela conheceu Karzai e disse: "Ele é um bravo homem tentando manter o país unido diante de circunstâncias muito difíceis e nós não demos a ele os recursos necessários".

Hillary foi a Carolina do Norte depois de passar dois dias em campanha na Indiana, que também realiza sua primárias em 6 de maio. Pesquisa de opinião realizada na semana passada indica que Obama leva uma pequena vantagem no Estado.

A pesquisa publicada no jornal norte-americano "Indianapolis-Star", aponta Obama com 41% das intenções de voto contra 38% de Hillary. Como a margem de erro da pesquisa é de 4,2 pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado pode ser considerado um empate estatístico.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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