Mundo
28/04/2008 - 11h50

Howard Dean diz que um dos pré-candidatos deve desistir da corrida

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da Associated Press, em Washington

O presidente do Partido Democrata, Howard Dean, disse nesta segunda-feira que um dos pré-candidatos democratas deve desistir da corrida presidencial após o fim do ciclo de primárias, em 3 de junho, para unificar o partido até a Convenção Nacional Democrata e garantir a vitória democrata nas eleições gerais.

"Nós queremos que os eleitores tenham suas vozes ouvidas. Isso acabará em 3 de junho", disse Dean em entrevista ao programa de televisão Good Morning America, da rede ABC.

Na tentativa de acelerar o prolongado processo de nomeação democrata, Dean disse que, embora a legislação do partido permita que os superdelegados esperem até a convenção para votar, a decisão deve ser tomada antes da data para que o partido possa se unificar em torno do nomeado e fortalecer sua base para enfrentar o provável candidato republicano John McCain.

AP
Howard Dean
Presidente do Partido Democrata, Howard Dean defende uma decisão rápida no partido

"Nós realmente não podemos ter uma convenção dividida. Se nós tivermos, será muito difícil curar o partido para as eleições de novembro", disse Dean. A convenção democrata nacional será realizada entre 25 e 28 de agosto, em Denver e será a data da oficialização do candidato democrata à Presidência.

Com os dois pré-candidatos ainda distantes dos 2.025 delegados mínimos para garantir a nomeação, a corrida democrata deve ser definida pelo voto dos superdelegados, cerca de 800 líderes partidários e políticos eleitos.

"Assim nós saberemos quem será o nomeado e isso nos dará 2 meses a mais para unir nosso partido, curar as feridas de uma disputa muito acirrada e combater o senador McCain", justificou Dean, que contudo não nomeou quem ele acha que deveria desistir da corrida.

"Qualquer um destes candidatos, se é hora deles irem, eles saberão e irão [desistir da corrida]. Eles não precisam de um empurrão meu. Você sabe quando entrar e você sabe quando sair. Isso é só parte do negócio", afirmou Dean.

Por enquanto, Barack Obama tem mais votos populares e mais delegados que Hillary Clinton, mas ela vem de uma vitória recente na Pensilvânia e argumenta que é mais capaz de ganhar em grandes Estados que contam muitos votos nas eleições gerais.

Dean disse também que nenhum dos líderes mais antigos do partido com quem conversou acredita que a disputa deva ir até a convenção. "Eu concordo com isso", concluiu.

"Nós temos mais nove primárias... Quinhentos dos 800 superdelegados já disseram quem eles vão apoiar. Os outros 300 farão isso no final de junho e nós saberemos nosso nomeado e é isso que nós precisamos fazer", confirmou Dean em entrevista, no mesmo dia, ao Today Show, da NBC.

Comentários dos leitores
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 1 opinião
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Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
11 opiniões
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Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Como diz Alex Lima.
Com certeza o Bresil esta carente de homens como Barack Obama na política e parar de se importar com sua opnião, mas da população em geral e aplicar medidas realmente eficazes para melhorar o país.
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