Mundo
28/04/2008 - 11h54

Baixa popularidade de Bush não afeta McCain, aponta pesquisa

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Colaboração para a Folha Online

Uma pesquisa realizada pelo USA Today-Gallup indicou que a maior taxa de desaprovação do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, 69%, parece não ter afetado o provável candidato republicano à Casa Branca John McCain que mantém disputa acirrada com os democratas nos cenários das eleições presidenciais.

A liderança de McCain surpreende em um cenário em tudo negativo ao Partido Republicano. O presidente Bush tem a maior taxa de desaprovação de um presidente norte-americano desde o início das pesquisas Gallup, há 70 anos e apenas 39% dos eleitores mostram uma visão favorável do Partido Republicano.

Uma porcentagem recorde de 63% dos entrevistados dizem que a Guerra no Iraque, associada aos republicanos e principalmente a Bush, foi um erro.

Veja a íntegra da reportagem em inglês, no USA Today

Pelo menos até o momento, a impopularidade do Partido Republicano parece não afetar as chances de McCain. Segundo o jornal, suas características pessoais --seu histórico como herói de guerra no Vietnã, sua reputação como um republicano de visões mais liberais e sua forte liderança-- estão suprimindo as desvantagens políticas que ele enfrenta na busca de um terceiro mandato republicano consecutivo na Casa Branca.

Na pesquisa, 1 em cada 4 eleitores que dizem que a invasão do Iraque foi um erro apóiam McCain, assim como 1 em cada 4 eleitores que desaprovam o presidente Bush.

Em um cenário preocupante para os democratas, 1 em cada 5 democratas e independentes que tendem ao partido dizem que votariam em McCain caso o nomeado democrata não seja o de sua escolha.

No começo do ano, muitas pesquisas mostravam que um candidato democrata qualquer ganharia de um republicano qualquer nas eleições gerais por uma margem de 20 pontos percentuais. Já na pesquisa divulgada nesta segunda-feira, McCain perde por uma pequena margem para os democratas, diferença que fica dentro da margem de erro da pesquisa e portanto considerado empate estatístico.

No cenário em que disputa com Barack Obama, na liderança da corrida democrata pela nomeação, Obama ganha por 47% contra 44% das intenções de voto. A margem é um pouco maior na disputa com Hillary Clinton, que ganha do republicano por 50% contra 44%.

No apoio entre os eleitores do partido, McCain apresenta os melhores resultados. Ele tem o apoio de 90% dos republicanos contra 80% de democratas que apóiam Obama.

Republicano diferente

Os resultados positivos de McCain diante da situação preocupante de seu partido podem ser justificadas pelo fato de quase metade dos eleitores, 45% descreverem McCain como um tipo diferente de republicano.

"Alguns negam a filosofia ou ideologia de John McCain e preferem acreditar na imagem de John McCain, o herói americano ou John McCain, a antítese do estereótipo republicano defendido pelo democrata e independente", diz Bill Carrick, estrategista democrata da Califórnia. "Ele parece muito mais forte nestas pesquisas do que qualquer outro nomeado republicano pareceria", conclui.

Esta é a imagem que McCain está trabalhando para criar, desde que definiu sua candidatura republicana com mais do que os 1.191 delegados necessários para a nomeação. Nesta última semana, ele tem visitado lugares empobrecidos e "esquecidos pelos políticos".

Nesta nova etapa de campanha, McCain também aproveita para se distanciar do presidente Bush --e de sua taxa histórica de desaprovação. Em discurso em Nova Orleans, atingida pelo furacão Katrina, em 2005, McCain disse que a postura de Bush diante da tragédia foi terrível e afirmou que, se fosse o presidente à época, teria agido imediatamente em auxílio às famílias desabrigadas.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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