Alta do petróleo faz imposto sobre gasolina virar tema eleitoral nos EUA
da Efe, em Washington
Com a alta do petróleo, cujo barril já beira os U$ 120 (R$ 202), os pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos debatem sobre as vantagens e possíveis prejuízos de uma quanto à suspensão por três meses do imposto sobre os combustíveis, uma medida que amenizaria estes efeitos.
Em uma tentativa de fazer frente à crise econômica que atinge as famílias americanas, o provável candidato republicano John McCain e a pré-candidata democrata Hillary Clinton se disseram a favor da suspensão do imposto sobre a gasolina durante a época do ano de maior consumo.
No entanto, o democrata Barack Obama, que disputa com Hillary a candidatura democrata, duvida da eficácia desta iniciativa.
Curiosamente, nenhum dos três fala em restringir o consumo como medida para diminuir a demanda e, seguindo a velha lógica da oferta e demanda, evitar a alta dos preços.
McCain foi o primeiro que, em meados de abril, propôs o cancelamento da taxa de quase U$ 0,05 (R$ 0,08) por litro que incide sobre os combustíveis --imposto que, em média, sobe para mais de U$ 0,12 (R$ 0,20) com os encargos estaduais.
Em um momento em que o preço médio do litro da gasolina nos EUA é de U$ 1,05 (1,77), a suspensão temporária da cobrança faria o combustível ficar cerca de 5% mais barato e, certamente, aliviaria o bolso dos americanos, cujos gastos com energia desde que George W. Bush chegou à Casa Branca subiram cerca de U$ 2.000 (R$ 3.374) ao ano.
A idéia de McCain, que logo foi apoiada por Hillary, é suspender o imposto federal sobre a gasolina entre os feriados do Memorial Day, celebrado sempre na última segunda-feira de maio, e do Dia do Trabalho, comemorado sempre na primeira segunda de setembro.
É neste período, em que milhões de americanos viajam de férias, que o consumo de combustíveis atinge seu auge.
Mais cauteloso, Obama acha que a suspensão do imposto não vai reduzir muito o preço da gasolina e ainda criará um rombo no fundo federal de estradas.
Nos EUA, 45% do dinheiro usado na construção e na manutenção das rodovias e dos meios de transporte coletivos vêm do governo. O restante é disponibilizado pelas administrações estaduais e municipais.
Economia
Fora da corrida pela Presidência, o economista Lawrence Goldstein, da Fundação de Pesquisa em Política Energética, critica a proposta defendida por McCain e Hillary.
"O sinal que deveria ser enviado é o oposto. Os políticos deveriam dizer ao povo que chegou a hora de economizar", declarou.
"A idéia de McCain sobre um estímulo econômico é a de que todos devemos pegar o carro e viajar", comentou, por sua vez, Steve Cohen, diretor do Instituto da Terra, da Universidade de Columbia, em Nova York.
Apesar de semelhantes, as propostas de McCain e Hillary sobre a suspensão do imposto diferem em muitos aspectos, o que lembra o fato de que ambos representam ideologias diferentes.
Para McCain, a redução deve ser implementada sem nenhum tipo de compensação deste fundo. Já Hillary, por sua vez, propõe um imposto sobre o lucro das petrolíferas para compensar o dinheiro que deixaria de entrar no fundo federal de estradas com o cancelamento da taxa que incide sobre a gasolina.
De fato, como indica reportagem publicada nesta segunda-feira no jornal econômico norte-americano "The Wall Street Journal", os ganhos das grandes empresas que extraem e refinam petróleo "continuam aumentando" e "há poucos indícios" de que diminuirão, haja vista que, em um ano, o preço médio do petróleo de referência nos Estados Unidos subiu mais de 68%.
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Especial


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Para saber mais sobre os bastidores da politica americana, sugiro que assista a dois documentários: Why We Fight e Zeitgeist. O segundo é encontrado no Google Video.
Abs
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Sara Pallin foi brilhante, mas muito articial, não se defendeu de nenhuma das criticas, apenas acusou.
Não consigo acreditar que exista um povo no mundo que vá votar pela continuidade do status atual do governo americano.
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