China pede que dalai-lama aproveite oportunidade de diálogo
da France Presse, em Pequim
A China pediu nesta terça-feira ao dalai-lama que aproveite a oferta de diálogo e reiterou que, para isto, o líder espiritual dos tibetanos deve acabar com a violência no Tibete antes dos Jogos Olímpicos de Pequim.
"Destacadas autoridades aceitaram manter contatos com o dalai-lama", disse a porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Jiang Yu, confirmando a informação divulgada na semana passada pela agência oficial Xinhua.
| 19.abr.08/Jeff Kowalsky/Efe |
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| A China aceitou se reunir com representante do dalai-lama, líder espiritual tibetano |
"Esperamos que o dalai-lama saiba apreciar esta oportunidade, que reconheça a situação e adote medidas concretas para acabar com suas ações criminosas de violência. Que pare de sabotar os Jogos Olímpicos de Pequim e de realizar suas atividades separatistas, para criar as condições do próximo passo das discussões", acrescentou.
A agência Xinhua informou na última sexta-feira (25) que os contatos entre representantes do governo do país comunista e do dalai-lama, que vive exilado na Índia desde 1959, começariam nos "próximos dias".
Jiang Yu afirmou nesta terça-feira, no entanto, que ainda não existe uma data para os primeiros encontros. "Pelo que sei, as questões específicas do diálogo ainda estão em discussão. Até o momento não temos os detalhes", disse.
Os contatos entre representantes chineses e tibetanos devem ser os primeiros em 12 meses, sobretudo depois dos distúrbios registrados em março no Tibete, que desencadearam uma severa repressão militar.
A China acusou o dalai-lama de estar por trás dos distúrbios, com a intenção de sabotar os Jogos Olímpicos de Pequim, que acontecerão em agosto. O governo do país comunista insiste ainda que o dalai-lama busca a independência do Tibete.
O dalai-lama, Prêmio Nobel da Paz em 1989, reiterou em diversas ocasiões que busca apenas uma maior autonomia cultural para o Tibete e se disse contra os pedidos de boicote aos Jogos Olímpicos.
A China assumiu o controle do Tibete em 1951. O dalai-lama se exilou em 1959, depois do fracasso de uma revolta contra o governo de Pequim na região.
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