Em viagem populista, McCain apresenta sua agenda de saúde
Colaboração para a Folha Online
Nesta terça-feira, o provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain proporá mais opções para a cobertura dos planos de saúde norte-americanos, para incentivar a competição, forçar a baixa nos preços e diminuir a dependência dos planos de saúde empresarias.
Em um discurso programado para um hospital em Tampa, na Flórida, McCain dará os detalhes de um plano que, em suas palavras, "põe o indivíduo no controle" e estabelece um plano para medicina preventiva e para estimular um modo de vida mais saudável.
"Quando as famílias são informadas sobre suas escolhas médicas, elas são mais capazes de fazer suas próprias decisões, menos propensas a escolher as mais caras e freqüentemente desnecessárias opções e mais satisfeitas com suas escolhas", dirá McCain, de acordo com excertos de seu discurso divulgados à imprensa.
| Yuri Gripas/Efe |
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| Provável candidato republicano John McCain continua em sua viagem para ganhar apelo |
A parada em Tampa faz parte da nova etapa de campanha do republicano, que visita lugares empobrecidos e "esquecidos pelos políticos" e fala de questões importantes para o cotidiano dos eleitores. O tour faz parte da estratégia de sua campanha para tornar McCain mais conhecido nacionalmente e, principalmente, aumentar seu apelo entre eleitorados que tendem a votar nos democratas.
"Os americanos precisam de novas escolhas além daquelas oferecidas na cobertura empresarial aos trabalhadores. Americanos querem um sistema construído para que onde quer que você vá e onde quer que você trabalhe, seu plano de saúde vai com você", diz o senador por Arizona.
No centro da agenda de saúde de McCain está um crédito de impostos de U$ 2.500 (R$ 4.217) para indivíduos e U$ 5.000 (R$ 8.435) para famílias que pode ser usado para deixar os planos de saúde empresariais e adquirir um seguro mais barato, mais adequado no mercado aberto --criando competição que reduziria os preços.
"As companhia de seguro não poderiam mais ignorar suas necessidades, oferecendo planos com poucas opções e custos cada vez maiores. Isso ajudaria a mudar toda a dinâmica do sistema atual, colocando indivíduos e famílias de volta no controle", defende McCain.
McCain deverá falar também de suas críticas aos planos democratas para saúde, que incluem uma cobertura universal de saúde para 47 milhões de norte-americanos que não têm planos de saúde.
Ele disse, nesta segunda-feira, que esta solução de "um grande governo" não deixaria escolha ou oportunidades suficientes para os indivíduos.
Críticas
Do outro lado, os críticos dos planos de McCain dizem que sua idéia não faria os seguros de saúde mais baratos e mais acessíveis e poderia impedir pessoas com condições preexistentes de conseguir uma cobertura.
McCain disse que não forçará ninguém a deixar seu atual plano de saúde e buscará soluções para aqueles com condições preexistentes, incluindo trabalhar com empresas que criam seguros para indivíduos "de alto risco".
"Aqueles com condições preexistentes têm mais dificuldade no mercado individual dos planos de saúde e nós precisamos ter certeza que eles tenham a cobertura de qualidade que precisam", diz McCain.
O conselheiro político de McCain Douglas Holtz-Eakin, em uma rápida conversa com repórteres, disse não saber ainda quanto tempo levaria para a implementação deste novo mercado de seguros saúde.
"Eu não acho que as pessoas esperam isso pronto da noite para o dia", esquivou-se.
Popularidade
McCain apresentou as linhas gerais de seu plano para a saúde no ano passado, mas, em meio a uma campanha para aumentar sua popularidade entre o eleitorado mais pobre, dará todos os detalhes de sua proposta.
No discurso em Tampa, McCain também pedirá por mais programas de medicina preventiva, incluindo maiores investimentos em exames e avaliações constantes para doenças crônicas.
Em uma medida polêmica, McCain também defenderá uma reforma na responsabilidade profissional dos médicos que deixará mais difícil para pacientes insatisfeitos processá-los.
"Estas reformas devem eliminar processos judiciais dirigidos a médicos que seguem as orientações de clínicas e aderem a protocolos para a segurança do paciente", explica.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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