Mundo
29/04/2008 - 09h33

Corrida democrata acirrada divide eleitores, indica pesquisa

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Colaboração para a Folha Online

As previsões do Partido Democrata começam a se confirmar. Diante de uma temporada de intensa troca de ataques entre os pré-candidatos democratas, os eleitores mostram-se mais fiéis ao seu candidato de preferência que ao partido, indica pesquisa divulgada nesta terça-feira.

Segundo a pesquisa do instituto Associated Press-Yahoo, os eleitores de Barack Obama com uma visão negativa da outra democrata, Hillary Clinton, cresceram de 35% em novembro para 44% neste mês, incluindo um quarto de eleitores com uma visão "muito desfavorável".

O outro cenário é ainda mais preocupante. Entre os eleitores de Hillary, a porcentagem daqueles com uma visão desfavorável de Obama cresceu 16 pontos, atingindo 42% neste mês. Este número incluiu ainda 20% de eleitores com uma visão "muito desfavorável", o dobro da porcentagem de novembro.

O aumento da divisão entre eleitores de Obama e Hillary pode comprovar a preocupação dos líderes democratas de que a prolongada disputa pela nomeação pode dividir o partido tão profundamente que não haverá tempo de fortalecer uma plataforma presidencial contra os republicanos nas eleições gerais de novembro.

A conseqüência da divisão entre os eleitores democratas pode favorecer o provável candidato republicano John McCain já que muitos eleitores democratas afirmam que preferem votar no senador republicano, caso seu candidato favorito não seja nomeado.

Entre os eleitores de Obama que não gostam de Hillary, a margem daqueles que afirmam votar em McCain caso ela seja nomeada é de dois para um.

Já entre os eleitores de Hillary insatisfeitos com Obama, uma margem de três para um diz que votará em McCain caso o senador por Illinois seja o candidato democrata.

Eleitorado

Contudo, o sentimento negativo em relação aos pré-candidatos democratas parece especialmente significativo entre os grupos de eleitores que tradicionalmente apóiam Hillary ou Obama.

Cerca de metade dos eleitores brancos de Obama com diplomas universitários mantêm visão negativa de Hillary.

Já 33% dos eleitores negros de Hillary dizem ver negativamente Obama, número maior que o dobro do resultado da primeira pesquisa em novembro.

Entre os eleitores de Hillary, quase metade dos brancos que não terminaram a escola não gosta de Obama, quase o dobro do cenário de novembro. Já quatro em cada dez mulheres brancas --principal grupo de apoio da senadora-- dizem não gostar de Obama.

Divisão

As equipes de campanha dos democratas não se dizem preocupadas com os resultados entre os eleitores de uma corrida tão intensa entre os senadores. "Quando a disputa da família [democrata] terminar, a família se unirá de volta", disse o pesquisador de Obama, Cornell Belcher.

As atuais divisões democratas "não são boas, mas são normais", segundo o estrategista de Hillary, Geoffrey Garin. "Eu conheço vários líderes partidários que estão preocupados com isso. Mas os membros democratas não parecem estar", disse Garin, citando pesquisas que mostram que eleitores querem que a corrida continue.

Nesta segunda-feira, o líder do Partido Democrata, Howard Dean, falou em entrevista que um dos dois pré-candidatos democratas deverá desistir da corrida após o fim das primárias, em 3 de junho para unificar o partido até a Convenção Nacional Democrata e garantir a vitória democrata nas eleições gerais.

"Nós queremos que os eleitores tenham suas vozes ouvidas. Isso acabará em 3 de junho", disse Dean em entrevista ao programa de televisão Good Morning America, da rede ABC.

Na tentativa de acelerar o prolongado processo de nomeação democrata, Dean disse que, embora a legislação do partido permita que os superdelegados esperem até a convenção para votar, a decisão deve ser tomada antes da data, para que o partido possa se unificar em torno do nomeado e fortalecer sua base.

A pesquisa do AP-Yahoo News consultou 863 democratas de um grupo de 2.000 pessoas questionadas em novembro, dezembro, janeiro e abril. A margem de erro é de 3,3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 1 opinião
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Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
11 opiniões
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Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Como diz Alex Lima.
Com certeza o Bresil esta carente de homens como Barack Obama na política e parar de se importar com sua opnião, mas da população em geral e aplicar medidas realmente eficazes para melhorar o país.
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