Mundo
29/04/2008 - 11h17

Teste de DNA confirma que austríaco engravidou a própria filha seis vezes

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da Folha Online

Testes de DNA confirmaram nesta terça-feira que Josef Fritzl, 73, que manteve a própria filha aprisionada em um porão durante 24 anos, é o pai de seis filhos que ela teve neste período, informaram autoridades austríacas. Ele abusava sexualmente da filha.

"Os seis filhos de Elisabeth Fritzl [que hoje tem 42 anos] nascidos no cativeiro têm como pai Josef Fritzl", afirmou à imprensa o oficial da polícia austríaca Franz Polzer.

Nesta segunda-feira (28), Fritzl confessou tê-la aprisionado e também admitiu ser pai de seus sete filhos --uma das crianças teria sido queimada em um incinerador pelo próprio Fritzl depois de ter morrido.

Ontem à noite, o austríaco compareceu a um tribunal em Sankt Pölten, capital da Província da Baixa Áustria. Guenther Moerwald, chefe da prisão de Sankt Pölten, disse que Fritzl "manteve-se calmo" e foi detido em uma cela. Ele deve ficar sob custódia policial durante 14 dias. Após esse período, uma audiência deve decidir se ele permanecerá na cadeia.

Caso

O caso veio à tona neste domingo (27), depois de a polícia ter prendido o suspeito e encontrado o porão onde ele mantinha a filha presa.

A investigação começou quando uma das supostas filhas dos dois, de 19 anos, ficou seriamente doente e foi levada ao hospital. Os médicos resolveram, então, apelar para que a mãe da menina aparecesse para fornecer mais detalhes sobre seu histórico clínico.

Elisabeth teria sido aprisionada pelo pai no dia 28 de agosto de 1984, quando tinha, então, 18 anos. Em depoimento à polícia neste domingo, ela disse que seu pai, Josef Fritzl, atraiu-a ao porão do local em que vivam. Antes de aprisioná-la, ele a teria sedado e a algemado.

A polícia disse que uma carta escrita por Elisabeth aparentemente apareceu um mês depois de seu desaparecimento. Ela pedia aos pais que não procurassem por ela.

Libertação

Em determinado momento, Fritzl teria libertado Elisabeth e dois dos filhos que viviam com ela no porão, dizendo à sua mulher que a filha desaparecida desde 1984 havia decidido voltar para casa.

Police Niederoesterreich/AP
Josef Fritzl, 73, que confessou manter a filha em cativeiro durante 24 anos
Fritzl, 73, que confessou manter a filha em cativeiro por 24 anos

Após ter recebido uma pista, a polícia encontrou Elisabeth e Josef no último sábado (26), perto do hospital onde a filha de 19 anos estava sendo tratada. No dia seguinte, a polícia disse que os investigadores encontraram o local onde Elisabeth ficou aprisionada.

Elisabeth concordou em fazer um relato à polícia após receber garantias de que não teria outros contatos com o pai, que teria abusado dela desde os 11 anos.

Três de seus filhos, com 5, 18 e 19 anos, ficaram trancados no porão desde que nasceram e nunca viram a luz do sol. Os dois mais novos eram meninos e a mais velha, menina. As outras três crianças --duas meninas e um menino-- foram criadas por Josef e sua mulher.

Segundo a polícia, Fritzl também admitiu ter queimado o corpo de uma das crianças, após ela ter morrido logo depois de nascer. Segundo a rede de TV CNN, a criança que morreu era gêmea de outra que sobreviveu.

Porão

Efe
Fotografia da polícia mostra o local onde filha e três crianças viviam em cativeiro
Fotografia mostra o local onde filha e três crianças viviam em cativeiro

Fritzl escondeu a entrada do cativeiro e somente ele sabia o código secreto para a porta de concreto reforçada, disseram oficiais. Algumas partes do local não tinham mais de 1,70 metro de altura.

As fotografias divulgadas nesta segunda-feira mostram uma estreita passagem ligando os ambientes que incluiam uma espécie de cozinha, um local para dormir e um pequeno banheiro com um chuveiro. Um cano fornecia a ventilação. Havia também uma porta à prova de som.

Segundo Elisabeth, nos anos que se seguiram após ter sido aprisionada pelo pai, ela foi constantemente abusada e deu à luz seis crianças. Em 1996, ela deu à luz gêmeos, mas um deles morreu alguns dias depois.

De acordo com a polícia, Josef e sua mulher disseram às autoridades que acharam aquelas crianças em 1993, 1994 e 1997.

O caso, que aconteceu na cidade de Amstetten, relembra o caso da também austríaca Natascha Kampusch que passou oito anos trancada em um cativeiro antes de escapar em 2006.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
antonio alves (3) 22/10/2008 17h47
antonio alves (3) 22/10/2008 17h47
Esse cara nasceu foi MUITO FEIO, ô homem feio Sô!!!! coitada da filha dele que teve que dar pra ele a vida inteira... 35 opiniões
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João Carlos Gagliardi (745) 22/10/2008 15h32
João Carlos Gagliardi (745) 22/10/2008 15h32
Já repararam como tem sempre um psiquiatra pronto para explicar o inexplicável, em se tratando do comportamento humano.
Essa monstruosidade apenas nasceu em um invólucro humano, mas a semelhança para por aí. Creio que a Áustria, não tem pena de morte, afinal países "civilizados" tem muito orgulho em deixarem animais como estes vivos.
Só a prisão perpétua seria o suficiente?
Isso ainda se não o internarem para tratamento, coitadinho...
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Ellen . (223) 11/06/2008 15h45
Ellen . (223) 11/06/2008 15h45
O termo "casta advocatícia" realmente representa bem nossa triste realidade. É lamentável ver como a nossa democracia funciona: 90% dos brasileiros não sabem o que é Constituição. Os poucos que têm acesso, como os profissionais formados em direito, seguem dois caminhos: ou vão para a área burocrática do Estado, em busca de estabilidade profissional, ou seguem o caminho mercadológico, atuando em empresas ou particulares.
Imaginem que um cidadão nasce e morre sem ao menos ter conhecimento de seus direitos básicos??
A mídia?Bom, esta apenas condena o povo à ignorância eterna, com novelas, programas de auditório, etc.
Brasileiros, há manifestações nos quatro cantos do mundo!!Não estamos no fim da história, no mundo cada um por si, ganhe dinheiro, endivida-se, seja feliz comprando, enriqueça os bancos.
Você ganha pouco?se mata de trabalhar pra enriquecer o patrão?Não tem um sistema de saúde de qualidade?seu filho não tem acesso à educação de qualidade?Oras, o importa?Se posso comprar à prestação meu novo celular, uma geladeira nova, etc?
Essas "necessidades" tecnológicas dão a falsa idéia de satisfação pessoal.As novelas mostram um mundo irreal.
Resultado: viramos apenas consumidores e perdemos nosso papel enquanto cidadãos. Conseqüência?Perdemos nossos direitos, as injustiças aumentam, a política serve ao mercado e regredimos na história!
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