Mundo
29/04/2008 - 15h16

McCain defende livre comércio como solução ao antiamericanismo cubano

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da Efe, em Washington
da Folha Online

O provável candidato republicano à Casa Branca John McCain disse nesta terça-feira que, se for eleito presidente, somente abrirá o diálogo com Cuba se o país realizar eleições livres e que, se isso for feito, incentivará o livre comércio entre os países para diminuir o sentimento antiamericano na região.

Em entrevista à agência de notícia Efe, McCain descartou ainda a possibilidade de começar um diálogo com o governo de Raúl Castro mesmo que o país inicie um processo de reformas econômicas e abertura de mercado similar a realizada por China e Vietnã, dois regimes comunistas com quem os Estados Unidos mantêm relações.

"Iniciarei um diálogo depois que houver eleições livres, que os presos políticos forem libertados e que as organizações humanitárias não-governamentais existam e possam operar", afirmou McCain.

"Cuba é um Estado patrocinador do terrorismo e me preocupa que [...] possa concordar com o regime de Raúl [Castro] e permitir que continue a opressão ao povo cubano", destacou.

McCain, que já expressou sua preocupação durante os últimos anos com o crescente antiamericanismo na América Latina, afirmou que o antídoto contra esta tendência é o livre comércio.

Ele disse que a maioria dos problemas da região estão relacionados com a falta de progresso econômico e afirmou que o livre comércio é a melhor forma de obter este progresso.

"Um dos motivos que os movimentos populistas utilizaram para chegar ao poder [na América Latina] é a frustração das pessoas com a economia", disse.

Nas últimas semanas, McCain dedica-se a uma viagem pelo país em visita a cidades pobres e "esquecidas pelos políticos". Com discursos de tom populista, ele busca aumentar seu apelo entre este eleitorado.

Acordos comerciais

Diferentemente de seus adversários democratas, McCain defende os tratados de livre-comércio (aos quais muitos trabalhadores e sindicalistas de Estados industriais atribuem os problemas econômicos e a falta de empregos).

Na entrevista, o republicano se mostrou partidário do Tratado de Livre-Comércio com a Colômbia, proposto em novembro de 2006 e pendente da ratificação do Congresso.

Os democratas, que controlam o legislativo, bloquearam a votação até que a Colômbia demonstre mais atividade na luta contra a violência de que são vítimas os sindicalistas do país.

No mês passado, o ex-estrategista-chefe da democrata Hillary Clinton Mark Penn renunciou ao cargo depois de seu envolvimento com a aprovação do tratado no Congresso. Tanto Hillary quanto Barack Obama são contrários aos tratados de livre comércio para proteger os trabalhadores --e eleitores-- norte-americanos dos efeitos negativos da globalização.

"É vergonhoso que os democratas tenham bloqueado a votação", afirmou McCain, que diz esperar que os eleitores rechacem o "protecionismo e o isolacionismo" do Partido Democrata, nas eleições gerais de 4 de novembro.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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