McCain defende livre comércio como solução ao antiamericanismo cubano
da Efe, em Washington
da Folha Online
O provável candidato republicano à Casa Branca John McCain disse nesta terça-feira que, se for eleito presidente, somente abrirá o diálogo com Cuba se o país realizar eleições livres e que, se isso for feito, incentivará o livre comércio entre os países para diminuir o sentimento antiamericano na região.
Em entrevista à agência de notícia Efe, McCain descartou ainda a possibilidade de começar um diálogo com o governo de Raúl Castro mesmo que o país inicie um processo de reformas econômicas e abertura de mercado similar a realizada por China e Vietnã, dois regimes comunistas com quem os Estados Unidos mantêm relações.
"Iniciarei um diálogo depois que houver eleições livres, que os presos políticos forem libertados e que as organizações humanitárias não-governamentais existam e possam operar", afirmou McCain.
"Cuba é um Estado patrocinador do terrorismo e me preocupa que [...] possa concordar com o regime de Raúl [Castro] e permitir que continue a opressão ao povo cubano", destacou.
McCain, que já expressou sua preocupação durante os últimos anos com o crescente antiamericanismo na América Latina, afirmou que o antídoto contra esta tendência é o livre comércio.
Ele disse que a maioria dos problemas da região estão relacionados com a falta de progresso econômico e afirmou que o livre comércio é a melhor forma de obter este progresso.
"Um dos motivos que os movimentos populistas utilizaram para chegar ao poder [na América Latina] é a frustração das pessoas com a economia", disse.
Nas últimas semanas, McCain dedica-se a uma viagem pelo país em visita a cidades pobres e "esquecidas pelos políticos". Com discursos de tom populista, ele busca aumentar seu apelo entre este eleitorado.
Acordos comerciais
Diferentemente de seus adversários democratas, McCain defende os tratados de livre-comércio (aos quais muitos trabalhadores e sindicalistas de Estados industriais atribuem os problemas econômicos e a falta de empregos).
Na entrevista, o republicano se mostrou partidário do Tratado de Livre-Comércio com a Colômbia, proposto em novembro de 2006 e pendente da ratificação do Congresso.
Os democratas, que controlam o legislativo, bloquearam a votação até que a Colômbia demonstre mais atividade na luta contra a violência de que são vítimas os sindicalistas do país.
No mês passado, o ex-estrategista-chefe da democrata Hillary Clinton Mark Penn renunciou ao cargo depois de seu envolvimento com a aprovação do tratado no Congresso. Tanto Hillary quanto Barack Obama são contrários aos tratados de livre comércio para proteger os trabalhadores --e eleitores-- norte-americanos dos efeitos negativos da globalização.
"É vergonhoso que os democratas tenham bloqueado a votação", afirmou McCain, que diz esperar que os eleitores rechacem o "protecionismo e o isolacionismo" do Partido Democrata, nas eleições gerais de 4 de novembro.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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