Jornal alemão divulga vídeo de austríaco em férias na Tailândia
da Efe, em Viena
da Folha Online
O jornal alemão "Bild" divulgou nesta quarta-feira um vídeo sobre uma viagem de férias que o austríaco Josef Fritzl --acusado de manter em cativeiro e abusar sexualmente de sua filha Elisabeth, com quem teve sete filhos-- fez à Tailândia.
No vídeo gravado por um amigo alemão com o qual viajou ao país asiático e publicado no site do jornal, Fritzl aparece de roupas de banho, recebendo uma massagem de uma mulher na praia. Em outra cena, Fritzl aparece comendo um pedaço de carne, com aparência divertida e de muito bom humor.
| Reprodução |
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| Austríaco que prendeu filha em porão recebe massagem durante férias na Tailândia |
Segundo o comentário do "Bild", quando Fritzl fez esta viagem à Tailândia, a filha Elisabeth já estava trancada em um cativeiro embaixo do jardim de sua casa na cidade de Amstetten, junto com três de seus filhos.
Nesta terça-feira (29), testes de DNA confirmaram que Fritzl é o pai dos seis filhos ainda vivos que Elisabeth teve no período em que ficou aprisionada em um porão sem janelas, informou a polícia. Ele abusava sexualmente da filha desde que ela tinha 11 anos. Em uma das vezes que Elisabeth engravidou, ela deu à luz gêmeos, dos quais um morreu três dias após nascer.
De acordo com o chefe da Promotoria local, Peter Ficenc, citado pela Reuters, o austríaco está sendo investigado por homicídio por omissão de socorro. Ele confessou ter queimado a criança logo após ela ter morrido. Ficenc disse também que as investigações estão acontecendo por estupro, incesto e coerção.
| Police Niederoesterreich/AP |
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| Fritzl, 73, que confessou manter a filha em cativeiro por 24 anos |
O caso veio à tona no último domingo (27), depois de a polícia ter prendido o suspeito e encontrado o porão onde ele mantinha a filha presa.
A investigação começou quando uma das supostas filhas dos dois, de 19 anos, ficou seriamente doente e foi levada ao hospital. Os médicos resolveram, então, apelar para que a mãe da menina aparecesse para fornecer mais detalhes sobre seu histórico clínico.
Elisabeth teria sido aprisionada pelo pai no dia 28 de agosto de 1984, quando tinha, então, 18 anos. Em depoimento à polícia neste domingo, ela disse que seu pai, Josef Fritzl, atraiu-a ao porão do local em que viviam. Antes de aprisioná-la, ele a teria sedado e a algemado.
A polícia disse que uma carta escrita por Elisabeth aparentemente apareceu um mês depois de seu desaparecimento. Ela pedia aos pais que não procurassem por ela.
Filhos
| Efe |
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| Fotografia mostra o local onde filha e três crianças viviam em cativeiro |
Três de seus filhos, com 5, 18 e 19 anos, ficaram trancados no porão desde que nasceram e nunca viram a luz do sol. Os dois mais novos eram meninos e a mais velha, menina. As outras três crianças --duas meninas e um menino-- foram criadas por Josef e sua mulher.
Segundo a polícia, Fritzl também admitiu ter queimado o corpo de uma das crianças, após ela ter morrido logo depois de nascer. Segundo a rede de TV CNN, a criança que morreu era gêmea de outra que sobreviveu.
Fritzl escondeu a entrada do cativeiro e somente ele sabia o código secreto para a porta de concreto reforçada, disseram oficiais. Algumas partes do local não tinham mais de 1,70 metro de altura.
As fotografias divulgadas na segunda-feira (28) mostram uma estreita passagem ligando os ambientes que incluiam uma espécie de cozinha, um local para dormir e um pequeno banheiro com um chuveiro. Um cano fornecia a ventilação. Havia também uma porta à prova de som.
Ajuda
Nesta quarta-feira, a austríaca Natascha Kampusch, 20, conhecida por reaparecer em 2006 após ficar oito anos seqüestrada perto de Viena, anunciou que fez uma doação "imediata" de 25 mil euros (R$ 63 mil) para as vítimas de Josef Fritzl, 73, acusado de manter em cativeiro e abusar sexualmente de sua filha Elisabeth, 42, com quem teve sete filhos.
Em comunicado, Kampusch também fez um pedido internacional para a doação de dinheiro para a família Fritzl. Ela disse ter aberto uma conta especial em um banco austríaco. "Como ajuda imediata, depositei 25 mil euros para ficar à disposição da família", diz a mensagem.
Kampusch afirma que entrou em contato com o advogado das vítimas e com as autoridades da Baixa Áustria para definir o mais rápido possível como é possível oferecer uma ajuda concreta.
A jovem, seqüestrada aos 10 anos de idade pelo técnico Wolfgang Priklopil e mantida em um cativeiro construído debaixo da garagem de uma casa, já havia anunciado na última segunda-feira sua disposição de ajudar.
Kampusch afirmou que considera ter vivido um suplício comparável ao de Elisabeth, mas que também deseja ajudar toda a família com parte do dinheiro que arrecadou nos últimos dois anos.
Com agências internacionais
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Essa monstruosidade apenas nasceu em um invólucro humano, mas a semelhança para por aí. Creio que a Áustria, não tem pena de morte, afinal países "civilizados" tem muito orgulho em deixarem animais como estes vivos.
Só a prisão perpétua seria o suficiente?
Isso ainda se não o internarem para tratamento, coitadinho...
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Imaginem que um cidadão nasce e morre sem ao menos ter conhecimento de seus direitos básicos??
A mídia?Bom, esta apenas condena o povo à ignorância eterna, com novelas, programas de auditório, etc.
Brasileiros, há manifestações nos quatro cantos do mundo!!Não estamos no fim da história, no mundo cada um por si, ganhe dinheiro, endivida-se, seja feliz comprando, enriqueça os bancos.
Você ganha pouco?se mata de trabalhar pra enriquecer o patrão?Não tem um sistema de saúde de qualidade?seu filho não tem acesso à educação de qualidade?Oras, o importa?Se posso comprar à prestação meu novo celular, uma geladeira nova, etc?
Essas "necessidades" tecnológicas dão a falsa idéia de satisfação pessoal.As novelas mostram um mundo irreal.
Resultado: viramos apenas consumidores e perdemos nosso papel enquanto cidadãos. Conseqüência?Perdemos nossos direitos, as injustiças aumentam, a política serve ao mercado e regredimos na história!
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