Cunhada diz que austríaco passava horas no porão todos os dias
da Efe, em Amstetten
da Folha Online
Uma cunhada do austríaco Josef Fritzl, 73, afirmou que ele passava todos os dias horas no porão de sua casa, onde manteve a filha Elisabeth trancada por 24 anos, informa nesta quinta-feira o jornal "Österreich".
Em entrevista publicada pelo jornal, Christine R., 56, diz que "todas as manhãs às 9h Josef descia ao porão, supostamente para desenhar projetos para umas máquinas que queria vender".
| Police Niederoesterreich/AP |
![]() |
| Fritzl, 73, que confessou manter a filha em cativeiro por 24 anos |
"Às vezes também passava toda a noite lá. Agora sabemos o motivo", acrescenta a cunhada de Fritzl, em referência aos abusos sofridos por Elisabeth, agora com 42 anos.
Christine R., 56, afirma ainda que Fritzl humilhou sua irmã durante os 51 anos de casamento, e que sempre maltratou seus filhos, que em muitos casos se casaram jovens para deixar a casa da família.
"Minha irmã se casou com Josef quando tinha 17 anos, não tinha formação nem profissão, e ele se aproveitou dela de forma brutal durante 51 anos", relata. "Josef era déspota, sempre o odiei", acrescenta Christine, que lembra que há 40 anos o marido de sua irmã foi preso pela violação de uma mulher em Linz.
Fritzl e sua esposa, Rosemarie, tiveram sete filhos, dos quais uma, Elisabeth, ficou trancada por quase 25 anos no porão da casa da família, onde era violada por seu pai e teve sete filhos. Christine confirma ainda que Fritzl é muito vaidoso, a ponto de viajar a Viena para fazer um transplante de cabelo.
DNA
Nesta terça-feira (29), testes de DNA confirmaram que Fritzl é o pai dos seis filhos ainda vivos que Elisabeth teve no período em que ficou aprisionada em um porão sem janelas, informou a polícia. Ele abusava sexualmente da filha desde que ela tinha 11 anos. Em uma das vezes que Elisabeth engravidou, ela deu à luz gêmeos, dos quais um morreu três dias após nascer.
De acordo com o chefe da Promotoria local, Peter Ficenc, citado pela Reuters, o austríaco está sendo investigado por homicídio por omissão de socorro. Ele confessou ter queimado a criança logo após ela ter morrido. Ficenc disse também que as investigações estão acontecendo por estupro, incesto e coerção.
O caso veio à tona no último domingo (27), depois de a polícia ter prendido o suspeito e encontrado o porão onde ele mantinha a filha presa.
A investigação começou quando uma das filhas dos dois, de 19 anos, ficou seriamente doente e foi levada ao hospital. Os médicos resolveram, então, apelar para que a mãe da menina aparecesse para fornecer mais detalhes sobre seu histórico clínico.
Elisabeth teria sido aprisionada pelo pai no dia 28 de agosto de 1984, quando tinha, então, 18 anos. Em depoimento à polícia neste domingo, ela disse que seu pai, Josef Fritzl, atraiu-a ao porão do local em que viviam. Antes de aprisioná-la, ele a teria sedado e a algemado.
A polícia disse que uma carta escrita por Elisabeth aparentemente apareceu um mês depois de seu desaparecimento. Ela pedia aos pais que não procurassem por ela.
Filhos
| Efe |
![]() |
| Fotografia mostra o local onde filha e três crianças viviam em cativeiro |
Três de seus filhos, com 5, 18 e 19 anos, ficaram trancados no porão desde que nasceram e nunca viram a luz do sol. Os dois mais novos eram meninos e a mais velha, menina. As outras três crianças --duas meninas e um menino-- foram criadas por Josef e sua mulher.
Segundo a polícia, Fritzl também admitiu ter queimado o corpo de uma das crianças, após ela ter morrido logo depois de nascer. Segundo a rede de TV CNN, a criança que morreu era gêmea de outra que sobreviveu.
Fritzl escondeu a entrada do cativeiro e somente ele sabia o código secreto para a porta de concreto reforçada, disseram oficiais. Algumas partes do local não tinham mais de 1,70 metro de altura.
As fotografias divulgadas na segunda-feira (28) mostram uma estreita passagem ligando os ambientes que incluiam uma espécie de cozinha, um local para dormir e um pequeno banheiro com um chuveiro. Um cano fornecia a ventilação. Havia também uma porta à prova de som.
Com agências internacionais
Leia Mais
- Entenda o caso do austríaco que manteve a filha presa por 24 anos
- Natascha Kampusch vê paralelo entre seu caso e o de mulher presa pelo pai
- Polícia descarta que austríaco tenha abusado de outros filhos
- Jornal alemão divulga vídeo de austríaco em férias na Tailândia
- Natascha Kampusch doa 25 mil euros para vítimas de Josef Fritzl
- Após caso de incesto, Áustria planeja campanha para restaurar imagem
- Veja galeria de imagens da mulher que ficou 24 anos refém do pai
Livraria
- "Desonrada" é relato chocante de mulher condenada a estupro coletivo no Paquistão
- Livros mostram como educar filhos e manter crianças e adolescentes fora de perigo
- Livro mostra como se tornar advogado, escolher carreira e conseguir primeiro emprego
Especial




avalie fechar
Essa monstruosidade apenas nasceu em um invólucro humano, mas a semelhança para por aí. Creio que a Áustria, não tem pena de morte, afinal países "civilizados" tem muito orgulho em deixarem animais como estes vivos.
Só a prisão perpétua seria o suficiente?
Isso ainda se não o internarem para tratamento, coitadinho...
avalie fechar
Imaginem que um cidadão nasce e morre sem ao menos ter conhecimento de seus direitos básicos??
A mídia?Bom, esta apenas condena o povo à ignorância eterna, com novelas, programas de auditório, etc.
Brasileiros, há manifestações nos quatro cantos do mundo!!Não estamos no fim da história, no mundo cada um por si, ganhe dinheiro, endivida-se, seja feliz comprando, enriqueça os bancos.
Você ganha pouco?se mata de trabalhar pra enriquecer o patrão?Não tem um sistema de saúde de qualidade?seu filho não tem acesso à educação de qualidade?Oras, o importa?Se posso comprar à prestação meu novo celular, uma geladeira nova, etc?
Essas "necessidades" tecnológicas dão a falsa idéia de satisfação pessoal.As novelas mostram um mundo irreal.
Resultado: viramos apenas consumidores e perdemos nosso papel enquanto cidadãos. Conseqüência?Perdemos nossos direitos, as injustiças aumentam, a política serve ao mercado e regredimos na história!
avalie fechar