Raúl Castro preside desfile do Dia do Trabalho
da Efe, em Havana
O chefe de Estado de Cuba, Raúl Castro, presidiu nesta quinta-feira o desfile do Dia do Trabalho, na Praça da Revolução de Havana, que contou com a participação de milhares de pessoas.
Raúl apareceu vestido com uniforme militar, mas preferiu não pronunciar nenhum discurso aos presentes.
O único orador do dia foi o presidente da Central dos Trabalhadores Cubanos (CTC, sindicato único), Salvador Valdés, que reiterou o discurso oficial de "continuar o caminho traçado" pelo ex-presidente Fidel Castro "para um socialismo cada vez mais justo e eficiente".
Este é o segundo Dia do Trabalho que Fidel Castro, 81, não preside. Ele não aparece em público desde 2006, em razão de uma doença intestinal.
Valdés afirmou, em um curto discurso, que aconteceram "avanços modestos" na produção e nos serviços que aumentam o prestígio internacional de Cuba, mas também mencionou "importantes desafios", "insatisfações" e "insuficiências".
O líder sindical pediu a seus compatriotas que concentrem os esforços em aumentar a produção e a produtividade, sobretudo de alimentos, e em alcançar a eficiência econômica.
Tudo isto, segundo Valdés, deve ser realizado com "disciplina e organização, firmemente unido sob a direção do partido" e combatendo as atitudes criminosas e a corrupção.
Mundo
Centenas de milhares de pessoas participaram nesta quinta-feira, em várias cidades do mundo, das comemorações do 1º de Maio. Em alguns países, como Alemanha e Turquia, as manifestações se tornaram violentas, foram registradas prisões e a polícia precisou intervir.
Em Hamburgo (Alemanha), milhares de pessoas se reuniram para pedir por mais direitos trabalhistas, enquanto manifestantes na Turquia foram reprimidos pela polícia com canhões de água.
Na Rússia, manifestantes pediram igualdade econômica.
O 1º de Maio é conhecido mundialmente como o Dia internacional do Trabalho e é tipicamente marcado por demonstrações que podem, às vezes, se tornar violentas.
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