Polícia austríaca afirma que Fritzl pode ter ameaçado filhos com gás
Colaboração para a Folha Online
A polícia austríaca divulgou nesta quinta-feira que Josef Fritzl pode ter ameaçado matar com gás sua filha Elisabeth e os filhos que teve com ela caso tentassem fugir.
Helmut Greiner, porta-voz da polícia local, disse à imprensa que Fritzl é acusado de dizer a Elisabeth, seqüestrada e violentada por quase 24 anos, que, se "ocorresse algo" com ele, o porão se encheria de gás.
| Police Niederoesterreich/AP |
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| Fritzl, 73, que confessou manter a filha em cativeiro durante 24 anos |
Greiner afirmou que investigadores estão checando para verificar se o dispositivo que poderia enviar gás para dentro do porão realmente existe, como Fritzl disse durante o primeiro interrogatório policial.
Especialistas também investigam outra afirmação de Fritzl, sobre a existência de um temporizador na porta, que a deixaria fácil de abrir após um determinado período para que os filhos conseguissem sair caso ele se mantivesse longe por muito tempo, afirmou Greiner.
Um homem que afirmou ser ex-inquilino de Fritzl disse ouvir ruídos suspeitos vindo do porão durante os 12 anos que viveu na casa, entre 1995 e 2007. Alfred Dubanovsky afirmou à agência Associated Press que perguntou a Fritzl se o barulho vinha do encanamento de gás e Fritzl teria dito que sim.
O engenheiro eletricista aposentado, que permanece em prisão preventiva, confessou ser o pai dos sete filhos de Elisabeth nascidos no porão em condições subumanas, dos quais um morreu com três dias de vida.
Férias
Fritzl também viajou duas vezes de férias à Tailândia e deixou sua filha sozinha durante semanas no cativeiro subterrâneo com três de seus filhos.
| Reprodução |
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| Austríaco que prendeu filha em porão recebe massagem durante férias na Tailândia |
Isso foi narrado por um amigo alemão de Fritzl que o conhecia desde 1973 e que o acompanhou duas vezes à Tailândia, informou o jornal "Bild" em seu site.
Segundo o jornal gratuito "Heute", as autoridades austríacas centraram a investigação em uma viagem de Fritzl a Pattaya (Tailândia), praia conhecida pela grande oferta de turismo sexual, entre 6 de janeiro e 3 de fevereiro de 1998.
Nessas datas, de acordo com a reconstituição atual dos fatos, sua filha estava presa com três filhos no porão, fechado hermeticamente com uma porta maciça de aço e concreto.
Imagem
Enquanto isso, os arredores da casa de Fritzl, na rua Ybbsstrasse 40, se tornaram hoje novamente ponto de encontro para repórteres de todo o mundo e para turistas estrangeiros.
O possível dano para a imagem do país no exterior se transformou em preocupação inclusive da alta esfera política da república alpina, a apenas um mês do início da Eurocopa, que será realizada na Áustria e na Suíça.
Por ocasião do Dia do Trabalho, o primeiro-ministro austríaco, Alfred Gusenbauer, afirmou nesta quinta-feira em discurso que seu governo "não permitirá que o país inteiro, toda a população seja tomada como refém de um criminoso impiedoso".
"Vamos defender a imagem de nosso país, queridos amigos", disse Gusenbauer em Viena.
Também como conseqüência da grande repercussão do caso, um grupo de seguranças vigia nesta quinta-feira a entrada do hospital Amstetten-Mauer, onde Elisabeth e os seis filhos estão internados. Fotógrafos e repórteres já tentaram entrar na clínica, segundo o porta-voz dos centros de saúde regionais do Estado da Baixa Áustria, Klaus Schwertner.
Com Associated Press e Efe
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