Regularização de trabalhadores imigrantes marca 1º de Maio na França
da Efe, em Paris
Colaboração para a Folha Online
Regularização dos trabalhadores imigrantes ilegais, defesa das pensões e do poder aquisitivo dominaram os desfiles sindicais do Dia do Trabalho em Paris, dos quais milhares de pessoas participaram nesta quinta-feira.
As passeatas na capital e em outras cidades francesas representaram o ensaio geral das greves e manifestações convocadas para os dias 15 de maio, em protesto contra os cortes de postos de funcionários da educação, e para o dia 22, contra a reforma da previdência apoiada pelo governo.
| Charles Platiau/Reuters |
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| Franceses protestam em Paris como parte da "Frente Nacional Anual" do Dia do Trabalho |
Aproximadamente 160 desfiles tradicionais do Dia do Trabalho na França marcam um novo período de protestos diante da conjuntura econômica deteriorada e a vontade declarada do presidente francês, Nicolas Sarkozy, de continuar com as reformas, apesar de sua grande impopularidade após um ano no Governo.
Sem números de participação, o líder da CGT, Bernard Thibault, afirmou que os desfiles desta quinta-feira foram "mais numerosos, com mais participantes e mais jovens" do que em 2007, o que garante que "as próximas passeatas de reivindicação serão muito maiores".
Em Paris, alunos e professores seguem com seus protestos contra o corte de mais de 11 mil postos de ensino, seguindo a proposta de Sarkozy de substituir apenas um em cada dois funcionários que se aposentarem durante seu mandato.
Maio de 68
Este mês completam 40 anos das revoltas estudantis de maio de 1968, quando os estudantes confrontaram a polícia parisiense para pedir reformas sociais.
Em discursos nas ruas e nas universidades, cartazes e muros, os estudantes franceses deixaram as salas de aula e se mobilizaram para divulgar lições sobre os "novos tempos, liberdade e rebeldia".
Nas escolas francesas de 68, as crianças eram disciplinadas com rigidez. As mulheres tinham o costume de pedir autorização aos maridos para expressarem uma opinião e a homossexualidade era diagnosticada pelos médicos como uma doença.
O Maio de 68 mudou profundamente as relações entre raças, sexos e gerações na França, e, em seguida, no restante da Europa.
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