Venezuela pede ajuda das Farc para se defender dos EUA, diz jornal
da Efe, em Miami
O governo venezuelano pediu às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que "compartilhem sua experiência em guerrilha" diante de uma eventual "invasão americana", afirmou hoje o jornal "Miami Herald".
A informação foi publicada no diário junto com uma série de documentos que teriam sido encontrados em um computador que pertencia ao guerrilheiro "Raúl Reyes", um dos líderes das Farc morto em 1º de março último.
Em uma das cerca de 15 mensagens eletrônicas agora reveladas, uma pessoa que assina como "Ivan" indica ao comando das Farc que a "solicitação de cooperação militar" teve origem no "ministro do Interior da Venezuela, Ramón Rodríguez Chacín", ainda de acordo com o "Miami Herald".
Um membro de alto escalão do Estado colombiano, e que pediu para não ser identificado, teria afirmado ao jornal que "Ivan" seria Ivan Márquez, um dos líderes das Farc e quem, segundo Bogotá, era contato direto do grupo rebelde na Venezuela.
Chacín "indagou sobre a possibilidade de nossa experiência em guerrilha ser transmitida", afirma --segundo o "Miami Herald"-- uma mensagem assinada por "Ivan" e datada de 14 de novembro de 2007.
"Querem modalidade operacional, explosivos, cátedra bolivariana, acampamentos na selva, emboscadas, logística, mobilidade", acrescentaria "Ivan", que explica que tudo isso estaria sendo feito "em resposta à possibilidade de uma invasão dos Estados Unidos".
O diário diz ter tentado localizar Chacín, e que não conseguiu seu objetivo.
Funcionários do governo colombiano afirmaram ao "Miami Herald" que os documentos divulgados foram armazenados depois da operação militar de 1º de março contra um acampamento das Farc no Equador
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