Mundo
01/05/2008 - 22h30

Ataque dos EUA contra líder da Al Qaeda mata cerca de 30 pessoas

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Colaboração para a Folha Online

Aviões de guerra norte-americanos mataram nesta quinta-feira o suposto líder da Al Qaeda na Somália durante um bombardeio à cidade Dusamareb. Cerca de outras 30 pessoas também não sobreviveram, na maior vitória de Washington em 12 meses de ofensivas contra insurgentes somalis.

Rebeldes confirmaram à agência Reuters a morte de Aden Hashi Ayro, acusado de liderar militantes da Al Shabaab responsabilizados por ofensivas contra tropas do governo somali e aliados etíopes. O governo dos EUA confirmou a sua responsabilidade pelo ataque.

AP/IntelCenter
Aden Hashi Ayro, suposto líder da Al Qaeda na Somália morto em ofensiva dos EUA ao país
Aden Hashi Ayro, suposto líder da Al Qaeda na Somália morto em ofensiva dos EUA ao país

A Al Shabaab é um braço armado da União das Cortes Islâmicas (UCI), que controlava o centro e o sul da Somália até ser expulsa por tropas etíopes no início de 2007. Os EUA consideram o grupo uma organização terrorista.

"Aviões de infiéis bombardearam Dusamareb", afirmou Mukhtar Ali Robow, porta-voz da Shabaab. "Duas de nossas pessoas importantes morreram, incluindo Ayro".

Um morador local afirmou que 30 corpos foram encontrados nos destroços da casa atingida. A morte de Ayro pode aumentar o número de ataques realizados por sua organização, que afirma estar travando uma "jihad" (guerra santa) para expulsar as tropas etíopes da Somália.

"Sua eliminação [de Aden hashi Ayro] é muito importante", afirmou M.J. Gohel, do instituto de estudos de segurança Fundação Ásia-Pacífico. "Mas a penetração da Al Qaeda na Somália é tão grande que ele será substituído. Sua morte foi um revés para os militantes, mas não um golpe mortal".

Moradores da cidade de Dusamareb, na região central da Somália, afirmaram que outro combatentes da Shabaab e foram mortos no ataque norte-americano, ao lado de civis que estavam no local.

Autoridades do Pentágono afirmaram que o Comando Central, a divisão das Forças Armadas norte-americanas responsável pela região, realizou o ataque em um "alvo conhecido da Al Qaeda", mas não divulgou mais detalhes.

Apesar de ter divulgado no passado que não havia tropas dos EUA na Somália, o porta-voz do Pentágono Bryan Whitman reconheceu nesta quinta-feira que pode haver alguns soldados norte-americanos no país.

Ao ser questionado sobre o número de militares nos EUA no país, Whitman respondeu: "Honestamente, não sei".

Com Reuters

 

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