Colômbia anuncia recompensas para evitar assassinato de sindicalistas
da Efe, em Bogotá
O governo da Colômbia anunciou nesta quinta-feira (1) o pagamento de "recompensas preventivas" a fim de evitar o assassinato de sindicalistas e professores, e estudará uma lei para aumentar as punições para os responsáveis deste tipo de crime.
A informação foi divulgada pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, o qual disse que "a partir de agora está autorizada uma recompensa preventiva, paga às pessoas que informarem sobre um plano para assassinar um sindicalista, um trabalhador ou um professor".
Segundo ele, a recompensa pode ser paga quando a informação puder evitar o assassinato.
Uribe disse que até o momento as autoridades pagam por informações que levem aos responsáveis pelos assassinatos, mas de agora em diante "será recompensada com esta medida a informação preventiva".
O presidente informou ainda que será estudado um projeto de lei para aumentar as penas dos responsáveis por crimes contra sindicalistas e docentes.
Insistiu que sua administração criou medidas para proteger sindicalistas e professores, o que diminuiu o número de assassinatos de 205, em 2001, para 26, em 2007.
No entanto, o presidente colombiano se mostrou muito preocupado com o aumento das mortes em 2008, em relação a 2007. Os sindicatos colombianos protestaram contra o assassinato de 24 líderes este ano.
Durante essas manifestações, 14 pessoas ficaram feridas e 131 foram detidas pelas autoridades.
Leia mais
- Venezuela pede ajuda das Farc para se defender dos EUA, diz jornal
- "Festival da Loucura" começa na Colômbia
- Chávez ridiculariza relatório americano antiterrorista
- Na América Latina, atraso econômico e ditaduras motivaram protestos
- Leia capítulo de Folha Explica a Violência Urbana
Especial

