Diálogo da China com dalai-lama deve ser substancial, diz Bush
da France Presse, em Washington
O presidente americano, George W. Bush, comemorou nesta quinta-feira (1) a oferta da China de se reunir com os representantes do dalai-lama (líder espiritual tibetano) após os distúrbios de março no Tibete, mas disse que esse diálogo deve ser substancial.
"Saúdo as recentes declarações do governo chinês expressando sua vontade de se reunir com representantes do dalai-lama, exatamente o que sugeri ao presidente (chinês) Hu Jintao", afirmou Bush.
"É importante que o diálogo seja renovado e que seja substancial para que respondamos realmente às profundas e legítimas preocupações dos tibetanos", frisou, em uma declaração a respeito das relações Ásia-Pacífico na Casa Branca.
Em nota divulgada dois dias antes do Dia Mundial pela Liberdade de Imprensa, Bush também apontou o país asiático como um dos regimes que reprimem a liberdade dos veículos de comunicação.
"Em 2007, pelo nono ano consecutivo, a China continua sendo o país que mais prende jornalistas, seguido de Cuba, Eritréia, Irã e Azerbaijão", destacou Bush.
"Os Estados Unidos condenam o assédio, a intimidação física, a perseguição e outros abusos que jornalistas, incluindo os donos de blogs e jornalistas de internet, sofrem na China, Cuba, Egito, Tunísia, Venezuela e Vietnã", acrescentou o presidente americano.
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