Delegação do dalai-lama chega amanhã à China para iniciar diálogo
da Efe, em Nova Déli
Uma delegação tibetana chegará amanhã (3) à China para participar, em nome do dalai-lama, de conversas "informais" com as autoridades chinesas, informou nesta sexta-feira em comunicado o escritório do líder tibetano no exílio.
A delegação será composta pelo enviado especial do dalai-lama, Lodi Gyaltsen Gyari, e pelo enviado Kelsang Gyatso, que terão como missão discutir a crise vivenciada pelo Tibete desde 10 de março.
"Eles transferirão a preocupação de Sua Santidade, o dalai-lama, sobre a gestão da situação realizada pelas autoridades chinesas e darão sugestões para trazer a paz à região", afirmou na nota o secretário do líder tibetano, Chhime R. Chhoekyapa.
Os enviados tentarão também "impulsionar" o processo de negociações com relação ao Tibete a fim de chegar a uma solução "satisfatória para ambas as partes".
O líder tibetano está exilado na Índia desde 1959, após o fracasso de uma rebelião tibetana contra o regime chinês, e se estabeleceu na cidade de Dharamsala, no Himalaia.
A China acusa o dalai-lama de buscar a independência do Tibete e de ter instigado os protestos de março na região, nos quais, segundo o governo chinês, morreram 20 civis, enquanto o tibetano no exílio denunciou 203 mortos.
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