Após um ano, polícia portuguesa continua sem pistas sobre Madeleine
Colaboração para a Folha Online
Neste sábado, o desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann completa um ano e a investigação continua estagnada. A polícia portuguesa não tem provas suficientes para acusar formalmente os pais da criança, principais suspeitos.
Em 3 de maio de 2007, Madeleine desapareceu do quarto do centro turístico onde dormia com os irmãos gêmeos, quando passava férias com a família na Praia da Luz, no Algarve, em Portugal, em um caso que causou comoção em todo o mundo.
| AP |
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| Foto da garota inglesa Madeleine McCann, desaparecida há um ano |
Na noite em que a menina desapareceu, seus pais jantavam com amigos em um restaurante próximo.
As autoridades portuguesas recusaram-se a comentar se haverá alguma medida em relação ao caso nos próximos dias. A imprensa portuguesa --que foi acusada inúmeras vezes pelos pais, Gerry e Kate McCann, por publicar informações erradas-- também não arrisca afirmar por quanto tempo o casal continuará na condição de suspeitos.
Doze dias depois do desaparecimento de Madeleine, a polícia portuguesa apontou o britânico Robert Murat, que morava perto do local onde a menina desapareceu, como possível suspeito. Contudo, as investigações não conseguiram provar nenhuma ligação entre Murat e o desaparecimento da menina.
Nesta semana, Murat afirmou que processará 11 jornais britânicos e uma rede de televisão por difamação, pelas reportagens em que colocam-no como responsável pelo desaparecimento de Madeleine.
Murat, que sempre defendeu sua inocência, foi interrogado várias vezes e a polícia averiguou várias pessoas próximas a ele, além de ter apreendido diversos objetos pessoais, de computadores a roupas, para análises. Os objetos foram devolvidos em 23 de março.
Pais
Depois de semanas de investigação, a polícia portuguesa, que em um primeiro momento se empenhou em procurar Madeleine e ajudar o casal britânico, acabou declarando Gerry e Kate como suspeitos de participação em uma suposta morte acidental e ocultação do cadáver. Uma seringa encontrada no quarto do hotel teria sido usada para administrar um sonífero em Madeleine, para que seus pais pudessem sair tranqüilamente para jantar.
| 24out.07 Efe |
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| Kate e Gerry McCann em sua 1ª entrevista após serem considerados suspeitos do fato |
Vestígios de sangue encontradas no porta-malas do caro --um Renault Scenic-- alugado pelo casal 25 dias após o desaparecimento de Madeleine intensificaram as suspeitas de ocultação de cadáver. Os McCann justificaram os vestígios dizendo que o DNA encontrado em algum destes objetos, como os vestígios de suor nas sandálias da menina, poderiam ser a causa dos traços supostamente descobertos.
Em agosto do ano passado, durante a investigação, cães britânicos adestrados teriam detectado cheiro de cadáver em objetos pessoais e no veículo de aluguel que o casal usava. Contudo, a hipótese nunca foi provada e o casal acabou deixando o país, em setembro de 2007.
Os McCann continuam negando as acusações e sustentam que a filha foi seqüestrada. As autoridades portuguesas admitem que não há provas conclusivas contra o casal e, em outubro de 2007, substituíram Gonçalo Amaral, então o responsável policial pela investigação.
Principal defensor da tese do envolvimento de Gerry e Kate no desaparecimento da menina, Amaral publicará um livro nos próximos meses contando detalhes do caso. Ele também deve processar os veículos de comunicação britânicos que o difamaram e criticaram duramente o caminho tomado pelas investigações portuguesas.
Para a mídia inglesa, cujos tablóides acompanha de perto cada passo da investigação, a demora da investigação portuguesa e a suposta contaminação das amostras de DNA --principal prova contra o casal McCann-- seriam as causas da falta de um solução para o crime mesmo depois de um ano.
Retrato falado
| 20jan.08 Alessia Pierdomenico/Reuters |
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| Clarence Mitchell, porta-voz dos McCann exibe retrato-falado de suposto seqüestrador |
Em 20 de janeiro, o tablóide britânico "News of the World" publicou em sua capa o retrato falado do possível seqüestrador de Madeleine.
O desenho, feito por uma especialista formada no FBI (polícia federal americana), mostrava um homem de aparência ameaçadora, rosto fino, cabelos longos, bigode, sobrancelhas grossas e dentição proeminente.
O retrato foi baseado no testemunho da turista inglesa Gail Cooper, que, segundo a publicação, foi ignorada pela Polícia portuguesa.
O desenho foi entregue à Interpol (polícia internacional) e às polícias britânica e espanhola, mas o suspeito não foi encontrado e nenhuma pista foi encontrada.
Remorso
Nesta quarta-feira, Kate e Gerry revelaram sentimentos de culpa e apontaram ter esperanças de encontrá-la viva no dia do primeiro ano de seu desaparecimento.
"Temos que viver com o fato de que não estávamos lá, e que se estivéssemos, não teria ocorrido", afirmaram os pais da menina. "O pior para nós é que estivemos a ponto de não ir", conta Kate McCann, em um documentário realizado para marcar a data.
"Pensamos também, em um momento, em levar as crianças para jantar conosco, mas o restaurante estava um pouco cheio", conta Kate no filme de duas horas, que foi exibido pela rede de TV ITV1.
O documentário mostra os McCann em sua casa em Rothley, Leicestershire, brincando com os gêmeos Sean e Amelie, irmãos menores de Madeleine, que tinha três anos quando desapareceu.
Com o título "Madeleine, um ano depois: Campanha para a mudança", o filme acompanha também o casal por Bruxelas e Washington, enquanto fazem campanha para a criação de um sistema de alerta europeu para os casos de seqüestro de criança.
Com Efe e Associated Press
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Tanto a polícia como este ex-policial saíram em busca da fama fácil.
E a saída fácil era ondenar os pais da menina já que a opinião pública estava contra eles porque OS MONSTROS DEIXARAM OS FILHOS SOZINHOS.
E pelo que foi escrito neste sítio isto já foi motivo suficiente para que os pais da menina fossem julgados e condenados pela opinião pública.
Muito motivo de vergonha para as autoridades portuguesas estas atitudes.
E os pais estão certíssimos em processar este abutre que insiste em ganhar dinheiro com a desgraça alheia.
Acusar sem provas é um imenso ato de leviandade e quem o impetro deve arcar com as suas consequencias.
Em tempo, sei que várias pessoas sairão em defesa deste senhor e me criticarão, mas isto só acontecerá porque na mentalidade de muitos os pais são culpados pelo acontecido.
Claro está que esta culpa foi induzida por dois fatos:
1 - O fato de deixarem as crianças sozinhas - Garanto que é mais comum do que se fala e muitas pessoas que aqui os criticaram já fizeram também, mesmo que por curto período de tempo;
2 - A postura da polícia portuguesa que foi pelo caminho mais fácil da fama rápida, mesmo que de forma inconsequente.
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Um criança tão linda... com uma vida interrompida tão injustamente... Cedo ou tarde... a verdade aparecerá... É só uma questão de tempo...
Deixo aqui meus sentimentos... e que toda verdade ainda seja esclarecida...
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